terça-feira, 27 de dezembro de 2011

New York

Chegamos ontem e mal posso descrever como é diferente viajar em família do que sozinha. Com crianças então nem se fala. Este é um assunto que não estou mesmo muito acostumada, mas estou adorando a experiência e me preparando para ser mãe também, quando chegar minha hora.
É muito gostoso ver uma criança ter suas primeiras experiências na vida. Primeira vez patinando no gelo... primeira vez numa nova cidade... tudo é novidade, tudo é cheio de encantamento e de surpresas.
Aí vai um cartão postal de NY, o Central Park, claro...

Fim de ano sem saber da sentença

Bem, fiz nova tentativa de saber do processo no forum, porém, dei com a cara na porta. Era dia 08 de dezembro e era dia da justiça, o que significa feriado para o pessoal do forum. Ou ponto facultativo, que de facultativo não tem nada, já que todos aderem. Então só no ano que vem terei notícias da decisão mais importante da minha vida. Agora vou pedir licença novamente e como estarei viajando com minha família nos próximos dias, publicarei fotos e escreverei textos sobre esse assunto. Adoção agora só no ano que vem.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

À procura do processo 643/09

Ontem fui ao forum, pessoalmente, porque quando tentei obter informação pelo telefone não obtive muito sucesso. Cheguei lá e apesar da pilha de processos (já foram ao cartório do forum ?), e são muitos mesmo (cada solicitação de cadastro a adoção vira um processo, depois a própria adoção vira outro e assim por diante, destituição do pátrio poder... e por aí vai a história dessa família). Encontrei um rapaz jovem e bem disposto(difícil isso por lá), que procurou, procurou, procurou... foi na mesa de alguém, voltou, procurou mais, até que chegou outra funcionária, das antigas, já nem tão disposta, mas igualmente solícita (bem isso lá todos são, ainda bem). E ela procurou, procurou, procurou mais um pouco nas pilhas, foi até a mesa de alguém... parece piada, mas foi assim mesmo. Aí retornou dizendo "o processo está na mesa da diretora para assinar e não pode ser retirado de lá, voltou do MP (ministério público) e foi para a mesa dela para alguma providência, pode me ligar na quarta para verificar se voltou de lá ?" E eu, depois de meia hora esperando, pacientemente disse: "tudo bem, mas dá para saber se já passou pelo juiz e se foi dada a sentença ? Talvez, disse ela, talvez precise anexar algum documento". Saí de lá, não muito satisfeita é verdade, mas paciente. Uma das maiores virtudes de quem quer ser mãe desta forma, sem dúvida nenhuma é saber esperar, essa gravidez já é o parto... é dolorosa... e demora muito mais do que nove meses...

Enxoval

Às vezes fico com vontade, ou seria melhor dizer, inveja mesmo, quando vejo minhas amigas montando enxoval dos seus bebês. Sim, mesmo adotando, vou um dia montar um enxoval, sei disso. Mas a questão é que não sei quando, nem como vai ser isso. Lendo e ouvindo o relato de outras pessoas, sei que esse quesito é sempre feito às pressas, quando a criança surge para nós. A recomendação é que não se faça nada antecipado porque não se sabe qual a idade da criança. Pode ser um bebê, ou não. Pode ter período de adaptação, ou não. O fato é: no meu caso, virarei mãe do dia para a noite e ainda terei que arranjar tudo no susto. É estressante imaginar, é verdade. Mas essa é uma ideia que me faz tão feliz. Mas vou querer todos os privilégios de uma grávida, todos em algumas semanas apenas. Chá de bebê, lembrancinha, visitas, enfim, vou ganhar status de mãe.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Palestra do GAASP

Eu gosto de frequentar esse grupo de apoio a adoção, me sinto bem no meio daquelas pessoas, embora elas não sejam de muito papo umas com as outras. Todas parecem estar lutando muito para estar ali, sabe-se lá quantos passos tiveram que dar. Tem todo tipo de gente, a maioria casais, de todo tipo, inclusive os chamados homoafetivos. Poucos solteiros, e esses são os que mais me chamam a atenção. Até esta última palestra eu me perguntava se existiam homens no mundo, que realmente desejassem ser pais por escolha, por opção. Pelo que vejo e percebo, isso não é da natureza deles mesmo. Os raros casos de pais solteiros(no processo de adoção) é homossexual. Nós mulheres é que temos uma natureza para ter filhos. Mesmo as lésbicas sentem essa necessidade. E porque os homens gays ? Simplesmente porque eles têm pelo menos uma coisa em comum conosco, a sensibilidade. E isso os diferencia dos demais, faz com que vejam a vida com mais poesia e vida com filhos tem mais poesia. Hoje ouvi uma pessoa numa novela dizer que era preciso ser muito "macho" para ser gay. E é isso mesmo, é preciso muita coragem para escolher ser pai ou mãe. Não simplesmente deixar acontecer, deixar o destino decidir. Mas lutar por isso. É preciso ser muito "macho"mesmo.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Gravidez é uma fase de êxtase ?

Todos ficamos encantados com uma gravidez. As pessoas sorriem mais, enchem a grávida de mimos. E as grávidas do coração ? Aquelas que não tiveram a possibilidade de passar por esse momento de encanto ? Sim, sei que as grávidas do coração são especiais por simplesmente aceitar criar um filho não gerado por elas. Mas nós, mulheres, nascemos com esse dom divino, ou deveríamos nascer com ele. Como aceitar que nunca passaremos por essa fase de encantamento ? Nem pelos mimos ? Não falo pela criança, porque essa para mim tem a mesma importância, do coração ou não. Falo como mãe mesmo, que não tem a possibilidade de passar pelo encantamento, pelos mimos. Eu cheguei perto disso várias vezes, tentei mais de cinco fertilizações artificiais. Todos esses embriões para mim foram filhos, não importa por quanto tempo viveram. Eu mesma já afirmei que não me julgo capaz de passar por uma gravidez sozinha, faltaria quem cuidasse de mim. Claro, existem os amigos, que sempre vão estar ao lado, mas sempre cada um no seu canto. No meio da noite, quando bate aquele medo, aquela insegurança ? Quem estaria lá comigo ?

Crianças

Outro dia ouvi essa frase na TV e gostaria de reproduzí-la aqui para reflexão: "As crianças sempre percebem o que está acontecendo, os adultos é que gostam de brincar de mentirinha."

Filho

Esta é uma homenagem a você. Quero que saiba o quanto eu te quis, o quanto eu te amei. Não importa a forma com que você vai chegar a mim. Claro, eu, como toda mãe, não gostaria que você sofresse. Gostaria de isolar toda a sua dor. Gostaria que seu caminho ao meu encontro não fosse tão penoso. Mas, se mesmo eu tentando, eu não conseguir minimizar a sua dor, espero poder te ajudar a superar.
Enfim, deixo registrada sua imagem, ou o reflexo do que um dia será você. Esse foi meu filho que não vingou, mas poderia ser você sendo gerado em algum canto. Te espero, meu filho, com muito amor.
Foto embrião com 3 dias, numa das minhas muitas tentativas.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O que eu preciso nesse momento ?

Preciso de quem me queira, De quem me ame de verdade, Não preciso de pessoas a meu redor só por interesse, Só para dizer que faço parte de um grupo, tentando minimizar a dor. Também não é de sexo que preciso, Sexo é fácil conseguir, eu sei, Sexo dá prazer é verdade, Mas ele é apenas um alívio temporário para a dor. Preciso, pela primeira vez na vida vou admitir, De um abraço, um abraço apertado, Caloroso, daqueles de mãe para filho, Que transmita emoção, que queira curar a minha dor. Preciso de pessoas sinceras e verdadeiras, Não que digam que entendem o que estou passando, Ninguém poderá entender se não passou por isso, Ninguém será capaz de fazer a minha dor ir embora. Mas o amor das pessoas pode ser capaz de minimizar, Aquilo que me consome, que tenta me derrubar, Não quero que digam, "foi melhor assim", Prá mim não foi... senão porque a dor ? Preciso de pessoas que me liguem só para saber como estou, Que venham ao meu encontro, sem avisar, Que não respeitem a distância que imponho, Que não se incomodem por eu agredí-las, Que simplesmente se mostrem presentes, Seja da forma que for, Me amem incondicionalmente, Como uma mãe ama um filho, Como eu amei todos que tentei ter, Como amei brutos, que sequer mereciam o meu amor, Como a quentura do sol em nossa pele, Ou a magia do nascer do sol. Enfim, preciso... Para espantar essa solidão que se instalou... Do mesmo que todo mundo... AMOR!!!

domingo, 18 de setembro de 2011

Mãe

Enfim, esta semana, dando continuidade a reavaliação da minha habilitação para a adoção, que solicitei, e pela qual já passei pela assistente social há uns dois meses, fui fazer a segunda entrevista com a psicóloga.  E por uma conjunção de fatores, eu tive um pressentimento que seria a última entrevista dessa reavaliação.  Cheguei, como sempre, no horário.  Logo quando me chamaram veio a psicóloga e mais uma senhora, que eu já conhecia e sabia ser a chefe do setor.  Poderia ser ruim, ou eu poderia achar isso, vê-la ali naquele instante, mas não, mais uma vez tive um bom pressentimento.  Então ela me explicou que acompanharia a entrevista naquele dia.  Eu falei OK e expliquei que já tinha falado com ele, num dos meus "desesperos" por entender porque eu havia sido recusada.  Lógico que pegou bem para mim, ter lutado pela minha criança, que era exatamente o que eu vinha fazendo desde então.
A entrevista fluiu muito bem e assegurei a elas que, caso encontre um novo "parceiro", ele terá que aceitar essa minha condição, do contrário não conseguirá ficar a meu lado.  E que a prioridade na minha vida no momento é somente essa criança, que hoje meu mundo gira ao redor dela.
Com um momento meu bastante inspirado e uma entrevista tendo fluido muito bem, como resultado fui informada por elas que me recomendariam à juíza.  Inclusive ajudei na argumentação delas para justificar o motivo pelo qual agora eu estava pronta para assumir meu papel de mãe.
Saí do forum radiante, como uma mulher, que desejou muito, se sente quando descobre que vai ser mãe.  Lágrimas rolavam dos meus olhos, lágrimas de alegria pura, e um sorriso estampava meus lábios.  Eu agora seria mãe...

Uma pequena aranha

Hoje eu vinha tranquila, com tempo sobrando para um compromisso de trabalho num prédio que não era o meu, digamos, local de trabalho habitual.  Estava indo a uma reunião num cliente exigente e cheio de formalidades.  Só para "sentir" a diferença, apesar de sermos a mesma empresa, ou seja, um mesmo banco, eles não enxergam dessa forma.  Enquanto nós tomamos café pago numa "vending machine", eles têm copeira servindo café em xícaras de porcelana.  Nós buscamos água em copo descartável no "bebedouro", também a copeira traz para eles em copos de vidro.  No banheiro há toalhas de pano, enquanto para nós somente de papel.
Eu estava tranquila, elegante para ir até lá, claro, como exige a situação.  Eis que, bem quando chego na recepção, alguma coisa parece fazer cócegas no meio dos meus seios.  Dei uma "soprada" através do meu decote para ver se parava.  Continuava fazendo cócegas, e eu perdendo a elegância, desconfiando do que ocasionava as cócegas.  Eis que, de repente, subindo por entre meus seios, surge uma pequena aranha...  Que aflição !!!!  Eu quase tendo um ataque e tendo que me controlar.  Claro que foi nesse mesmo instante que a recepcionista resolveu me atender.  A única coisa que eu consegui dizer foi "tem algum banheiro por aqui ?  Porque tem um bichinho na minha roupa e está me dando aflição."  E ela, tentando evitar o riso, disse que não.
Então, segurando minha aflição, solicitei autorização para entrar no prédio, como de praxe, sem saber se a "inquilina" ainda permanecia no meu vestinho.  Passei a catraca, chamei o elevador, peguei o elevador.  Para piorar, logo de cara, encontrei com um dos meus clientes, um dos mais exigentes.  Tive que manter uma breve e calma conversa com ele.  Só então consegui chegar no andar onde seria a reunião e onde eu tinha certeza tinha um banheiro.  Entrei rapidamente no banheiro e tirei TODA a roupa...  literalmente...  para me certificar que a inquilina havia saido.  Acho que ela se tocou da situação porque naquela altura ela devia estar longe...

domingo, 4 de setembro de 2011

A todos os meus amigos

“Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure sempre...” (Vinícius de Moraes)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

São pais também

"Aqueles que não tem filhos, Mas que na vida estribilhos Cantam sobre as crianças, São pais também, não duvido Porque no tempo devido Teceram suas esperanças. E hoje a vida vivendo Mais esperanças tecendo São grandes perante Deus Porque há infinitos valores Aos que encontram amores Nos filhos que não são seus!" (Wilson Brandão Tóffano) Uma homenagem ao meu falecido pai, que escrevia as palavras mais doces e belas que já li, neste dia dos pais que está próximo.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Produção Independente

Qual a definição disso afinal ? Procurei no google, a ferramenta que tem resposta para tudo. Encontrei como resposta mulheres em busca de um filho. Mas quem são essas mulheres e quem são seus filhos ? Bem, num primeiro depoimento encontrei uma mãe de dois filhos, por volta de 34 anos. Neste ela dizia que sempre quis ter filhos e que prometeu a si mesma que, se chegasse aos 35 anos sem namorado e filhos, ela faria uma produção independente. Hoje, com os filhos, ela refletia sobre isso e dizia achar impossível imaginar criar filhos sem marido. Em resposta a esse depoimento, encontrei outro de uma mãe de 2 crianças também, por volta dos 35 anos, porém divorciada. Ela, ao contrário, dizia nunca ter pensado em criar os filhos sozinha. Só que seu marido "abandonou o barco" quando seu filho caçula tinha apenas 3 meses. Ela se viu sozinha e com duas crianças para cuidar. Nesse depoimento ela dizia que nunca imaginou essa situação e se viu nela e que achava que as mulheres que planejam isso devem fazê-lo. É difícil criar os filhos sozinha, mas nenhuma delas se dizia arrependida ou conseguia se imaginar sem os filhos. Eu, assim como as outras, ainda acho difícil de me imaginar cuidando de filho sozinha. Porém, também nunca consegui imaginar passar uma vida sem tê-los, sem sabê-los. Como dizia o poeta: "Filhos melhor não tê-los, mas se não tê-los, como sabê-los ?"

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Procura-se

Escrevi isso há algum tempo e resolvi postar agora porque achei engraçadinho...

Procura-se companheiro para dividir bons momentos a dois...

  • Não é imprescindível ter boa aparência, mas deve se preocupar com saúde... (olhos claros serão mais apreciados)
  • Bom humor é imprescindível, não dá prá viver comigo sem ser bem humorado...
  • Acima de 43 anos, é, já fiz tudo isso...
  • Que tenha sido previamente casado, pode ser solteiro, mas que tenha morado junto um tempo com alguém será apreciado...
  • Claro, que não tenha problemas com ex-mulher é desejável...
  • Pode ter filhos, que estejam sob controle...
  • Não pode querer não ter mais, ou não ter filhos, eu não tenho e pretendo ter...
  • Ofereço uma boa companhia, em especial para viajar... (embora não precise viajar SEMPRE comigo)
  • Ofereço muito riso e claro.... aquilo
  • Que tenha uma condição financeira compatível comigo, senão não vai conseguir me acompanhar nas extravagâncias...
  • Que ame seus pais e trate-os bem, isso é muito importante... (embora não precise morar com eles prá isso)
  • Que seja inteligente, afinal eu sou... rs (adoro CDF, eu mesma sou... mas esqueci o significado da sigla)
  • Boa auto-estima será levada em conta...
  • Que adore minhas amigas e vice-versa... (e saia junto com todo mundo sem reclamar)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Família

Qual o conceito de família ?

Hoje de manhã, quando eu estava vindo trabalhar, fiz como sempre faço, passei no apartamento da minha mãe para deixar o cachorro lá e falar bom dia para ela. Porém, na hora em que eu estava saindo da casa dela, me deparei com uma cena que me comoveu. Eu entrando no elevador, minha mãe me acenando, o cachorro ao lado dela abanando o rabo feliz e a funcionária da casa me desejando um bom dia. Saí de lá tão contente, com aquela sensação de estar sendo bem sucedido em algo a que a gente se propõe fazer. Cada um cumprindo a sua parte na história da vida, mas todos relacionados de uma forma ou de outra.

Então, qual seria o conceito de família ? Bem, segundo o dicionário é ascendência, estirpe, genealogia, linhagem, origem, procedência, raiz, tronco, gene... não respondeu a minha pergunta... Seria algumas pessoas dividindo o mesmo teto por afinidade sanguínea ? Não, acho que não necessariamente. Seria pessoas as quais nos relacionamos e da qual temos “referências” ? Seria pessoas obrigadas a dividir o mesmo teto ? Também acho que não. Seria pessoas que são mais capazes de perdoar os erros de algumas pessoas do que a maioria ? Seria pessoas que se amam tanto, que suas vidas passam a girar em torno delas ? Seria o conceito de núcleo ? Onde existe a figura do pai, mãe e filhos ? Não, acho que esse conceito está bem “fora de moda”. Hoje os filhos às vezes nem moram com os pais, moram com padrastos, madrastas, avós, ou tem mais de uma casa, tem irmãos morando com outros pais... Já li que hoje o mais importante para as crianças não é morar com os pais, mas sim em um contexto de estabilidade emocional, que isso é realmente saudável para elas.

Não sou dona da verdade, nem sei regras ou definições, mas sinto que família é aquilo que visualizei hoje pela manhã, seja lá a definição que isso tiver. Eu vi ali naquela cena uma família, a minha família.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Tristeza

Eu não consigo ficar triste. Não sei explicar o porquê disso, será que sou louca ? Me sinto muito triste, triste por dentro, mas continuo executando as tarefas diárias, como se nada tivesse acontecido. Penso, hoje vou deitar e chorar até dormir. Ou então, vou ficar no meu cantinho, sozinha, só curtindo a minha dor. Ou penso, não deveria ir trabalhar... Não consigo.

A “coisa” ocorre bem assim: “Chego no meu prédio; Vou direto ver minha mãe e buscar meu cachorro; Converso com ela, com a funcionária, dou bronca no cachorro; Às vezes janto, vejo televisão, leio revista; Dou boa noite e vou para meu apartamento; Tudo como sempre faço, com ou sem tristeza; Chego no meu apartamento, aí digo a mim mesma, vou me deprimir, me entregar; Tento, fico olhando o vazio, pensando na vida; Meu cachorro não deixa, me traz de volta; Tento novamente e choro, choro muito por meia hora; Não sem ser interrompida pelo cachorro, que não entende a situação e se indigna; Então penso, agora vou chorar na cama pelo menos, onde tenho um pouco de privacidade; Mas é só me levantar e lembrar das coisas que tenho que fazer; Compras de supermercado, providências domésticas para o dia seguinte; Penso, ah, hoje vou me dar o direito de dormir sem tomar banho, sem escovar os dentes... sem comer... Afinal, não é isso que fazem as pessoas deprimidas ? Tento, juro que tento... mas a sujeira nos meus dentes me incomoda, mais que minha tristeza; Às vezes não como, isso eu consigo fazer... Mas acordo com fome um tempo depois... Durmo, chorando... em geral acabo durmindo mais cedo do que o meu normal nessas circunstâncias...”

Mas nada de deixar luzes acesas, TV ligada ou “gás” ligado para ver se alguém nota minha tristeza... Não, minha tristeza é contida, não incomoda ninguém, a não ser a mim mesma...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Eu vi você

Eu vi você meu filho. Vi você crescer dentro de mim através dos meus sonhos. Vi sua vida surgir neste nosso mundo. Vi você se tornando um ser vivo. Enfim, vi você refletindo meu ser.

O que será isso que me mostra a sua presença ? Que me aponta o caminho ? Será você vindo na minha direção ? Será você já chamando por mim ? Eu te vejo, sim eu posso vê-lo.

domingo, 26 de junho de 2011

Reavaliação

Finalmente após uma longa espera, após desviar o assunto, após tanta coisa, a Assistente Social do forum me chamou novamente. Na última vez em que eu havia ido até lá, foi para ver a sentença do juiz em relação ao meu pedido de reconsideração da sentença. Levei quase dois meses para criar coragem e ir até lá, deixei passar as festas de fim de ano, respeirei fundo e um belo dia fui até lá enfrentar a verdade. E então foi que fiquei sabendo que o juiz pediu para que eu esperasse mais cento e oitenta dias, isso mesmo, quase seis meses. Fiquei muito triste e nesse estado fui até o setor de psicologia procurar saber onde eu havia errado tanto que precisava esperar tanto, além da fila que já é demorada. Quase chorei frente à chefe do setor. Ela me deu orientação dizendo que eu poderia solicitar que esse prazo fosse diminuído. No final não solicitei, tinha férias para tirar e ia estar fora muito tempo. Quando começou o mês de junho, já fiquei de sobreaviso. Pensei se realmente chamariam para avaliação sem eu ter que ir atrás. Mas sim, há uma semana me ligaram. Era a Assistente Social chamando para nova avaliação. Então fui até lá e respondi às mesmas questões tudo de novo. Mas lamentei com ela e questionei o porquê da recusa anterior. Ela me explicou situações genéricas em que isso acontece e claro que a psicóloga me incluiu numa dessas. De qualquer forma, houve exagero da parte da psicóloga, isso para mim ficou óbvio. Mas aproveitando o blog, aí vai a dica, cuidado solteiras ou solteiros que se inscrevem para a adoção e que tem namorado. Se você demonstrar insegurança ou elas perceberem que o namorado mora com vocês, ou não apóia a adoção, há grandes chances de haver recusa, pelo menos na primeira tentativa. Na próxima tentativa a maioria dos namoros acabou ou então abrem o processo em conjunto. Bem, o meu acabou, também por conta dessa história, mas não foi feito um processo de avaliação correto na minha opinião, de qualquer forma. Ela explicou que normalmente, quando há dúvida o namorado é chamado para entrevista. O meu nunca foi, embora eu tenha oferecido. Normalmente há problema quando o namorado claramente mora na casa e demonstra não ser favorável à adoção. O meu nunca morou comigo, tanto que quando foi embora não precisou de mais do que uma viagem até o carro com uma mochila de mão. Ela me viu como uma princesinha, que precisava de um príncipe na vida e não seria capaz de viver sem ele. Como um vaso que se quebra na primeira trinca.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Raiva

Raiva é um sentimento estranho. Às vezes pensamos que ela está distante, mas na verdade ela está apenas adormecida. Pensei que eu já tinha superado esse sentimento mesquinho em relação ao meu ex-marido, mas vira e mexe esse sentimento volta. Ou através de um sonho ou um comentário. Talvez através das coisas sórdidas que hoje vejo que ele me fez. Raiva por todo o tempo perdido ao seu lado, por ter perdido minha juventude ao lado de uma pessoa que hoje enxergo como realmente é. Narcisista e dominadora, que se realiza através do exercício do poder sobre os outros. Demorei muito, mesmo após o divórcio, para enxergar quem ele realmente era. Vejo hoje por outro ângulo a forma como ele trata as pessoas. Sempre com muita estupidez e ignorância. Mas ninguém fica de fora, mãe, irmã... "esposa". E sempre imaginei que ele era um lutador, um vencedor, o qual a vida castigou no início, mas tinha ambição e garra para superar. Só não percebi que era garra demais, para passar inclusive por cima das pessoas, que lhe estenderam a mão e o ajudaram na hora em que mais precisou. E comparando a garra dele com a de outros administradores com "pulso" podemos ver a diferença do tipo de ambição. A dele é do narcisista, que precisa das pessoas orbitando ao seu redor para se sentir seguro e no controle, é um poder desmedido. A do administrador verdadeiro é por profissão, só está presente do ambiente de trabalho, eles normalmente em casa são pessoas como outras quaisquer, que dividem tarefas, enfrentam problemas, cuidam dos filhos. Mas o narciso, como meu ex, em casa é autoritário e realiza seu poder desta forma também. Há cerca de um ano atrás me vi às voltas com o narciso de novo, por uma infelicidade do destino. E numa das suas argumentações, ele virou para mim e disse, no seu tom autoritário de sempre "Dê", é isso mesmo, me chamou de forma autoritária, pelo nome da, na época, noiva dele. Isso só confirma o fato de que mesmo tendo casado de novo ele não perdeu seu lado autoritário, mesmo a nova esposa ele trata da mesma forma. Penso na minha ex-sogra, ex-cunhada, pessoas tão boas, tão oprimidas por seu poder, tão dependentes que não saberiam viver sem ele por perto para dizer o que elas devem ou não fazer. Numa noite dessas, depois de ter conversado com algumas pessoas a respeito desse assunto eu tive um sonho. No meu sonho eu estava em um lugar com meus amigos e de repente ele chegava e começava a palpitar, como sempre dizendo que eu estava sempre fazendo as coisas do mesmo jeito (para ele do jeito errado). E em meu sonho eu dizia "Quem é você para saber o que eu venho fazendo nos últimos anos", quem era ele para dizer o que devo ou não dizer no meio dos meus amigos. Ele escolheu seu destino e eu hoje agradeço por isso, porque se tem uma coisa da qual eu não fui capaz é de me livrar dele antes.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Conselho

Qual a importância dos conselhos dos amigos. Devemos ou não dizer o que pensamos quando vemos que algo que eles estão fazendo está errado. Pensava nisso hoje durante o almoço e discuti o assunto com uma amiga. Na maior parte das vezes eu não gosto de dar palpite na vida dos outros e acho mesmo desnecessário. As pessoas podem ter visões diferentes a respeito de um assunto e não temos o direito de intervir. Ainda é mais problemático quando damos palpite sobre relacionamentos de nossos amigos. No caso dos amigos, se eles seguirem nossos conselhos, podem nos culpar depois pela escolha, se eles não seguirem, saberão o que pensamos e haverá constrangimentos. Mas e quando eles nos perguntam o que achamos ou quando o assunto não é relacionamento. Bem, eu pensei nisso e rapidamente respondi que devemos responder quando eles nos perguntam. Mas será que devemos mesmo, será que nos cabe julgar aos outros, enxergamos os mesmos angulos ou vamos levar o indivíduo a tomar uma decisão com base em nosso raciocínio.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Atitude

O que significa ter atitude. Tomar a frente, não esperar que os outros decidam por nós. É incrível, mas uma coisa tão simples, eu costumava fazer quando jovem, mas fui desaprendendo ao longo dos anos. Anos de um casamento que me deixou uma pessoa sem atitude, dependente. É certo que talvez a minha dependência possa não ter sido total, mas me anulou como pessoa. Mas a verdade é que não podemos ficar "chorando pelo leite derramado" e temos que seguir em frente, porque o tempo não vai passar mais devagar para nos esperar. E eu definitivamente alcancei algumas coisas, ou melhor, resgatei, na viagem recente que fiz, uma delas com certeza foi reaprender a ter atitude, a tomar a frente. Não quero me esquecer nunca da sensação boa de ter tomado as rédeas de minha vida nessa viagem. Uma sensação de liberdade, de alegria perante a vida. Força para encarar o futuro e coragem e atitude para tomar decisões. Por isso escrevi essas palavras, para nunca mais esquecer dessa sensação.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Memórias 1

Em 01/04/2001, Victoria, Canadá, texto na íntegra.

Comprei este caderninho porque é claro que achei lindo. Mas para escrever alguma coisa nele também. Para que ele fosse a minha consciência e registrasse os meus pensamentos também. Hoje foi um dia bem cinzento, isso em todos os sentidos. Choveu e fez frio o dia todo. Fiz um passeio para Victoria e Butchart Gardens. Imagina um jardim florido num dia frio e chuvoso ? Pois é. Hoje senti saudades de casa, mas nem tanto da minha casa, e sim de um lar, de família. Isso é sempre do que sinto falta. Fico bem sozinha, não duvidava disso, mas gostaria de ter uma família. Senti falta do abraço combustível do meu ex-namorado. Sempre uma companhia boa. Queríamos as mesmas coisas, ou quase, quando viajávamos. Nunca brigamos em viagem. No final delas eu sempre me deprimia ao voltar para casa. Fico triste e até mesmo choro. Parece que voltar não faz sentido. Também queria ficar por aqui. Não ir mais embora. O que eu tenho que me prende ? Minha mãe ? Até quando ? Achar outro caminho seria a solução ? Desistir da adoção ? Qual rumo tomar ? Nos sentimos mais livres e fortes quando viajamos, isso é verdade. Mas será que raciocinamos direito ? Minha busca por autoconhecimento certamente está funcionando. Me descobri uma pessoa simples, com gostos simples, nada cheio de extravagância. Ontem, cansada de andar por Vancouver e tentando encontrar internet grátis, fui parar na biblioteca pública. Achei uma seção com livros em português. Como havia cadeiras lá, peguei o livro “Malu de Bicicleta” do Marcelo Rubens Paiva, e me pus a ler. Por lá fiquei por uma hora. Essa sou eu, isso me define. Adorei esse momento simples. Como minha mãe sempre disse que quando leio fico totalmente “fora do ar”. Sim, os livros tem esse poder em mim. Volto a me perguntar, como fazia na infância, porque nasci no Brasil ? Não faço questão de praia, não agüento muito tempo no sol. Adoro neve, adoro inglês, francês, leio muito (com qualidade) para a média dos brasileiros. Me pergunto porque não fui embora enquanto podia ? Porque me casei ? Porque me deixei ser a “princesinha”. Nunca foi muito meu tipo isso. Sempre tive uma veia aventureira. De família, claro, minha mãe nunca foi de seguir convenções. Porque eu resolvi segui-las ? Nada deu certo nesse sentido, não seria hora de mudar de estratégia ?

Memórias

Não sei se já contei antes, mas eu comprei um caderninho durante a viagem para o Canadá. É um caderninho, teoricamente não tem nada de mais. Mas comprei num momento de reflexão, quando tive necessidade de escrever algumas coisas, que julguei importantes. Recentemente resolvi ler o que eu escrevi e achei algumas coisas bastante interessantes, que resolvi compartilhar. Então os próximos textos, baseados no caderninho (na verdade é praticamente um diário) vou chamar de memórias.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Lembranças

Hoje eu assistia a um episódio da novela Vale Tudo, que eu adorei quando vi pela primeira vez e que continuo gostando, mesmo após mais de vinte anos. Ela foi um marco em diversos sentidos e foi também na minha vida. Ao final do capítulo tocou uma música daquela época, "Silent Morning" e como as músicas tal qual os cheiros e outras coisas, são capazes de nos trazer lembranças. Me lembrei exatamente da fase da minha vida naquela época. Estava terminando a faculdade, tinha um namorado e achava que o mundo era todo meu. Me lembrei desse namorado e do quanto ele era especial. Era carinhoso, romântico, gostava de dançar e era virgem. Ambos éramos, portanto, tudo foi muito especial entre nós. Era namoro para terminar em casamento. Ele até mesmo gostava de dançar. E tinha o que mais prezo em um homem, bom humor. Aí me coloquei a imaginar onde ele estaria hoje, casado e com filhos suponho. Será que teria se casado com uma boa pessoa e teria bons filhos ? Sinceramente espero que sim, ele merecia isto. E eu ? Mereço o que o destino me apresentou ? Sei lá, mas de fato eu sempre tive um espírito inquieto, que sempre está em busca de algo. Um novo amor, uma nova emoção, um novo lugar. Hoje vejo que em diversas circunstâncias da vida eu estive buscando um algo a mais. Achei que em meu ex-marido eu tinha encontrado isso. Acreditei nisso e passei a viver as buscas dele, vivi em função disso por anos. Me enganando dizendo que eu também queria aquilo. Hoje, que me vejo sozinha, reflito sobre isso e percebo que eu tenho mesmo esse espírito inquieto, sempre em busca de algo, de algum sentido na vida. Mas sou capaz de fazer essa busca sozinha e achar meu caminho. Mais importante do que acharmos a pessoa certa para dividirmos uma vida é saber quem somos.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Viva

Novos tempos, novas percepções, mudou muita coisa com relação à adoção, mas não foi só isso que mudou... E, assistir o canal Viva faz a gente lembrar que há vinte anos(nem tão distante assim): - Ilha Grande já foi um presídio muito temido... - Nem sempre tivemos celular... - Fiat 147 era um carro de classe média... - Classe média não comprava carro zero... - O Lula mais famoso, era um personagem da Armação Ilimitada... - Não se comprava ingresso antecipado de teatro, nem de cinema... - Ganhar no Black significava comprar dólar de cambistas e vender dias depois ganhando muito dinheiro (especulação)... - Comprar mais de mil dólares só se fosse da mão de cambistas, legalmente não era possível... - Preocupação era maior com gravidez ao transar sem proteção... - Aids era doença de gay... Hoje gay é chamado de homossexual masculino. E tanto eles ou elas (homossexuais), quanto nós mulheres ou homens sozinhos, podemos solicitar habilitação para adotar uma criança e, pelo menos na teoria, não encontraremos preconceito.

sábado, 7 de maio de 2011

Xodó

Bem, de volta ao tema original do meu blog depois de uma viagem tão linda... mas tudo tem seu fim... volto a escrever e divagar sobre esse assunto também importante que é a adoção. Ontem meu cachorro fez uma coisa interessante, na verdade ele vem fazendo coisas desse tipo e fico me perguntando o porquê. Eu estava passeando com ele na rua quando de repente, a guia escapou da coleira e ele se viu livre. Imediatamente ele saiu em disparada pela rua, feliz com essa liberdade. Não tinha como, mas também nem fiz menção de, ir atrás dele. Continuei andando e ele fez uma curva e o perdi de vista. Claro, estava com medo que ele se ferisse, mas ele escolheu isso também. Ele não é bobo, muito pelo contrário, voltou para verificar onde eu estava, claro, ou não viu nada muito interessante depois da curva, ou ficou com medo que eu o abandonasse. Na verdade penso que ele já percebeu que não vamos abandoná-lo e está testando. Testando o nosso amor por ele, mesmo quando faz traquinagem. Aí me veio o pensamento, que alguns criticam, mas para mim é mais fácil assim, que uma criança adotada seria a mesma coisa. Ela teria comportamentos parecidos com o dele. Para quem não tem filho, nem muito contato com crianças, embora as ame e queira uma para si, é difícil imaginar o comportamento delas, por isso me permito fazer tal comparação. Posso avaliar como uma criança se sentiria nessa situação.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Sex and The City

Vi que faltou eu publicar umas fotos do passeio que fiz do Sex and the City Hotspots... Muito importante... rsrsrs
Ah, comopolitan...
Ah, cupcakes...
Uma perdição...
Conclusão: ganhei dois quilos na viagem.

Retorno a São Paulo

Cheguei ao fim da viagem... Hoje estou embarcando de volta para São Paulo. Confesso que já estava cansada da viagem e a fim de ir embora para minha casinha. Existem duas coisas que também são maravilhosas quando viajamos. Uma delas é a preparação da viagem, todo o clima, toda a expectativa, ansiedade em sair do nosso cotidiano e entrar num mundo diferente. A outra é a volta, quando sentimos que estamos a caminho de casa e ansiamos por nosso cantinho. Tive que fazer uma conexão em Toronto, pois o meu vôo é da Air Canada, que por acaso é canadense, uma vez que a maioria da minha viagem foi baseada no Canadá. Essa foi a parte chata da viagem, já poderia estar a caminho de casa. De qualquer forma, estou feliz de estar indo para casa. Confesso que agora no final da viagem estava cansada e que a parte de Nova York foi um pouquinho demais para mim. Enfim, descobri meu limite, adorei viajar sozinha, mas viajar por mais de 15 dias, não curti muito não. Amei o Canadá de paixão e senti muita diferença quando cheguei em Nova York, é muito São Paulo demais. Não que isso fosse um problema sério, mas para quem está esperando mais, ou quem está vindo de um país com menos turismo, menos gente e mais evoluído (pelo menos eu considerei desta forma) foi decepcionante.

Aventuras em New York

Bem, como eu já falei, agora sobra pouco tempo prá escrever... e também a internet está mais complicada, então menos textos... Mas também parei de mudar de cidade, estou numa só e numa cidade em que já estive outras vezes, onde o maior desafio é viajar em um grupo pequeno de amigos... Este tipo de aventura já é bem mais comum... Mas não por ser mais comum seria menos interessante !!! Já houve várias situações únicas, em que vivi experiências inéditas e fui a lugares onde nunca havia ido... Estivemos em um pub, bem legal aqui perto, no Hard Rock, no museu de história natural, fomos assistir musical na Broadway, além de ter ficado três horas e meia na fila (no próprio dia do jogo) do Madison para "tentar" conseguir ingresso para o jogo "final" da NBA... Se conseguimos, isso vai ser segredo... rsrsrs É mais uma história inédita...

terça-feira, 12 de abril de 2011

New York, New York

Agora eu tenho companhia quase que full time, então não tenho mais tanto tempo para escrever muito... Por acaso hoje fomos ao Madison tentar comprar ingressos para o jogo de basquete... ainda não conseguimos, mas já que estávamos por lá... passamos em frente a Macy's e.... surpreendentemente este se tornou o dia oficial das compras... nada de passeios turísticos... De qualquer forma, aí vai uma foto do Central Park, do dia em que eu cheguei...

domingo, 10 de abril de 2011

Chegada a New York

Cheguei em NY agora, hoje não estou mesmo num dia muito bom, já tive dificuldades para dormir, estava meio prá baixo ontem em Montreal e hoje ansiosa além da conta com o vôo. Achei que o vôo balançou demais, apesar de ter sido o vôo mais curto que fiz até agora e nem foi o menor avião que peguei. Mas hoje eu estava assustada e com medo. Cheguei em NY e já cometi o primeiro erro, meio consciente, meio inconsciente, peguei um "taxi" que não era taxi no aeroporto. Apesar de ser uma viajante experiente, ainda cometo erros. Achei o preço caro, mas achei que tava dentro da média, agora descobri que devo ter pagado 50% a mais. Bom, pelo menos ele realmente me levou para o hotel, no Brasil, ele me levaria prá qualquer outro lugar e me roubaria tudo, a começar pelo notebook, que estava na minha mão. Claro que desconfiei, mas tava acostumadinha a ser paparicada, que achei bom alguém falando espanhol... isso nunca é bom em NY, pode ser no Canadá, mas NY é NY... Certo, certo, devemos aprender com os erros e evoluir... Já aprendi, da próxima faço melhor. Chegando ao hotel, como imaginava a internet wifi é paga e chego antes da hora do check-in, então tenho que esperar por duas horas se quiser um quarto com vista e próximo ao dos meus amigos. Aí vou tentar fazer como os nova iorquinos e me dirijo a uma Starbucks para usar meu notebook, de preferência acessando a internet. No mínino é um lugar onde todo mundo usa e vou me sentir bem escrevendo por alguns momentos, além de conseguir comer um lanchinho enquanto espero o quarto ficar pronto. Peguei um lugar bem interessante, na janela, de frente para a rua e gosto de ficar observando as pessoas passando na rua. Hoje é domingo e tem de tudo na rua, nova iorquinos e um monte de turistas, afinal estou numa área bem turística. Fico observando para tentar adivinhar a nacionalidade deles, seriam brasileiros, latinos, japoneses (esses não vi muitos). Não está muito frio por aqui, está um tempo bom prá passear, precisa de um casaco, mas leve, nada muito pesado. Queria ir ao Central Park, vou fazer o check-in e rumar para lá, lá é sempre um bom passeio, em qualquer época, a qualquer hora.

Rumo a New York

Não sei porque fico tão atrapalhada em determinadas situações. Sou uma viajante experiente, mas sempre me atrapalho na hora de passar na alfândega, ou melhor na hora de fazer check-in. Entro pela porta errada e fico enroscada na porta, tenho que abrir malas, não consigo entender o inglês deles (embora tenha entendido tudo nos últimos dias), derrubo coisas, às vezes chego a perder coisa pelo meio do caminho. Tudo poderia ser explicado pela ansiedade, nervoso, claro, isso explica tudo, mas tem outros momentos em que fico ansiosa também, mas não fico tão atrapalhada assim. E normalmente é em final de viagem, quando estou saindo de algum lugar, ou para ir para casa ou para ir para outra cidade. Acho que isso está mais atrelado a mudança propriamente dita do que somente a ansiedade, é um pouco mais do que isso. E em geral o problema diminui depois que passo para a sala de embarque, que fico mais tranquila, apesar de preocupada com o vôo e com as malas, será que chegarão bem e etc... Hoje foi o check-in mais complicado desta viagem, pois estava com excesso de peso, segundo o motorista que me trouxe ao aeroporto, todos brasileiros levam pedras nas malas quando saem daqui... rsrsrs Tive que despachar a mala de mão e tive que pagar para despachar duas malas, porque era mais barato do que pagar excesso de peso por uma mala (o limite por aqui é de 23 kg, mas no Brasil é 32kg (esse argumento não adianta, eu tentei)). Ainda fico preocupada também em imaginar como vou fazer para chegar ao hotel em NY, já que desta vez não terei ninguém me esperando (todos os outros trechos eu tinha o transfer contratado). Sei que vou conseguir me virar e chegar ao hotel, mas gera um certo stress e acho que na verdade já estou é cansada de viajar, talvez fosse hora de ir embora. Mas como vou encontrar dois amigos em NY acredito que eu vá curtir essa parte da viagem também, é só questão de chegar ao hotel e me acomodar para me sentir "em casa"... é, depois de um tempo viajando começamos a chamar hotel de casa... porque é isso que ele vira, "casa". Estou na sala de embarque aguardando o vôo para NY, estou feliz de ter comprado este notebook, porque assim além de poder ler enquanto espero, posso também escrever. Para mim não há companhia mais agradável do que a de um papel e uma caneta, ou de um computador onde eu possa fazer minhas anotações. E se pudesse fazê-las enquanto dirijo ou ando, também faria porque tenho muitas ideias nessas situações, no metro, na rua... Gosto de observar as pessoas e ver como elas agem. Ontem eu estava no metro daqui de Montreal e estava um pouco perdida, com um mapa na mão tentando identificar para que lado eu deveria ir (já tinha me atrapalhado para passar na catraca). Imaginei que alguém logo me perguntaria se precisava de ajuda (na verdade eu precisava, mas em algum momento eu me localizaria sozinha se fosse necessário). Na verdade o que ocorreu foi esquisito, um rapaz passou (cerca de 30 anos, branco, cabelos escuros e compridos, alto, magro) e bateu com a mão no meu mapa, como se quisesse derrubá-lo. Foi mesmo uma coisa meio que agressiva. Eu não tive nenhuma reação a não ser dar o meu olhar 43, mas ele simplesmente fez isso e foi embora. E eu simplesmente continuei olhando o mapa. Vai entender o que isso significa. Logo depois realmente apareceu uma pessoa que me perguntou, em inglês, se eu precisava de ajuda. Era uma senhora, grisalha, linda, uns 50 anos. Sempre os mais velhos são os que mais são solícitos, pelo menos no exterior. Ela me acompanhou até quase a plataforma. No Canadá em geral as pessoas são assim, solícitas, por isso estranhei a maneira do rapaz, porém, vale lembrar que Montreal faz parte da província de Quebec, que é bem francesa, e não é uma característica francesa a solicitude com os estrangeiros(apesar que na França mesmo, eles vêm sendo muito bons com os turistas nos últimos tempos). Mas acho que no Canadá (francês) eles ainda pensam que os franceses são assim, estúpidos. Bem, até NY, vou embarcar agora.

sábado, 9 de abril de 2011

Au revoir Mont royal

Hoje foi um dia que pareceu meio sem sentido... Encontrei todo o grupo da excursão reunido tomando café da manhã junto. Nenhum dia da excursão isso aconteceu, é curioso acontecer hoje que não tínhamos nenhum programa. Mas acho que todo mundo, apesar de não ter convivido muito e da dificuldade da língua, se afeiçoou. É engraçado percebermos que às vezes falamos com gestos e que assim não existe barreira de idioma.
Tentamos comprar ingressos para o jogo de hockey, mas o máximo que conseguimos foi quase comprar ingressos para luta livre... rsrsrs verdade, estávamos comprando quando me ocorreu confirmar se era mesmo jogo de hockey, e não é que não era... ainda bem que tive espírito de questionar a tempo... Mas foi uma pena porque não vimos um jogo de hockey, esporte tradicional do Canadá.
Visitei o Biodomo, que é um estádio construído para as olimpíadas de 76. Na verdade a torre dele sofreu diversas falhas de projeto e levou 10 anos após as olimpíadas para ser concluída. E a dívida criada pelos gastos das olimpíadas só foram totalmente pagas em 2004. Quem acabou pagando a dívida foram as pessoas que compram cigarros e bebidas, pois foram aumentados impostos nesses produtos por esse motivo. E claro, terminei o dia fazendo comprinhas no maior shopping subterrâneo do mundo, num dia que nem estava tão frio para que precisássemos fugir dele. Não estar tão frio significa fazer 15 graus...
Amanhã estarei rumando para NY onde um casal de amigos me espera. Já era hora mesmo, pois já cansei dessa vida de viajante solitária. A conclusão é de que mais de duas semanas viajando sozinha seria muito, esse é o meu limite.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Montreal

Chegamos em Montreal hoje, fizemos um passeio pela cidade (amei a Basílica de Notre Dame) e o guia se despediu do grupo e nós dele. Incrível como nos acostumamos com uma rotina rapidamente. Eu comecei viajando sozinha, depois me juntei a um grupo para um passeio, voltei a viajar sozinha e novamente me juntei a um grupo... Em cada uma das mudanças eu estranhava, primeiro me acostumei a andar sozinha, depois estranhei estar com um grupo e então estranhei estar sozinha novamente... É, somos assim mesmo... faz parte. Já estou sentindo falta do grupo, andava pelas ruas sozinha, mas parecia que sempre tinha alguém me acompanhando... e tinha mesmo, afinal estávamos sempre caminhando pelos mesmos lugares. Além disso, sempre tinha o guia checando se estávamos bem, se eu tinha chegado bem ao hotel, se não tinha tido problemas, se podia ajudar em algo. Acostumamos a sermos "paparicados", quem não gosta de um mimo desses... Bem, amanhã vou ver se assisto a um jogo de hockey ao vivo, no ginásio. Eu estou tentando ver se vou junto com os brasileiros do grupo (apesar do guia ter se despedido de nós, a maioria das pessoas só vai embora no domingo, cada um para um canto do planeta). Se der certo depois conto e coloco as fotos.
Também fomos ao oratório São José, que, curiosamente fica em frente a Congregação de Santa Cruz, que tem o colégio Notre Dame, de onde deriva o colégio de Campinas onde estudei. Adoro essas coincidências.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Quebec

Quebec, a cidade mais francesa do Canadá, acho que não preciso dizer mais nada. Comida boa, cafés simpáticos e super charmosa. Nem vou escrever muito, apenas vou postar duas fotos. Atenção para o detalhe de uma das fotos... tem um casal sentado em cima das muralhas da cidade, passeando com um cachorro Siberian Husky... um charme só... mais francês impossível...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ottawa

Ontem fomos para Ottawa, capital do Canadá. É uma cidade super fofa, mas que vive em função de ser a capital do país. Toda organizada e limpinha, lembra um pouco Brasília.
Entramos na parte francesa do país e é incrível como muda tudo. Eles realmente se acham diferente do resto do país, falam francês mesmo no dia-a-dia (sei, sei, esse comentário vai parecer engraçado...). Mas existe um forte movimento separatista no Canadá para dividir a parte francesa da inglesa. É que o governo coloca panos quentes e fica agradando o lado francês porque precisa deles, é a parte rica do país. 30% do Canadá fala francês e mora na região francesa do país. Eles tem até algumas coisas curiosas, como os carros não terem placa na frente, somente atrás (isso somente na região francesa), só para se mostrarem diferentes. E realmente, dessa forma, eles ficam muito mais franceses, afinal essa característica de querer ser diferente e de se achar os donos do mundo, é bem francesa.

Três flores num jardim - Victoria

Encontrei três pequenas florzinhas durante a viagem também, que embora só tenha comentado agora, fiquei maravilhada. Foram três garotinhas que estavam viajando da Austrália para Vancouver com os pais. As três são lindinhas, Emily, Monica e Nicole, lindos nomes, com 7, 5 e 3 anos elas já são super descoladas quando se trata de viajar, estão super experientes nesse assunto. Já para fazendo pose para o pai tirar foto, estão super acostumadas a viajar em ônibus de excursão e se comportaram super bem durante todo o passeio.
Elas certamente foram o ponto alto do passeio, pois choveu o tempo todo e o passeio era para conhecer um parque com um jardim lindo. O jardim era realmente lindo, mas com essas três florzinhas ficou ainda mais especial. Uma delas, desatenta, ou tentando fazer pose para foto, enfiou o pé num laguinho e ficou com o pé molhado até o final do passeio, mas sem reclamar.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Niagara Falls

Resolvi meu problema de internet... comprei um notebook... rs Como diz o ditado, em Roma como os romanos... Todo mundo aqui tem um, fiquei me sentindo por "fora" e comprei um tambem. Otima desculpa, ne ? Ah, mas assim posso postar minha viagem no blog com mais eficiencia e do jeito que eu sempre quis desde o inicio da viagem. Para dizer a verdade achei que ficaria menos sozinha e fiquei com medo de ficar meio deprimida, me sentir muito fora do mundo(um certo exagero, e verdade). Estou super feliz com a decisao que tomei, confesso que nao foi facil tomar essa decisao totalmente sozinha, sem perguntar nada, me senti super insegura. Mas hoje sei que isso e normal e passageiro e que a gente tem que enfrentar essas pequenas situacoes porque existem muitas decisoes grandes na vida que tem que ser tomadas tambem.
Tenho pensado muito em tudo na minha vida, o que quero para o futuro... ja me deu vontade de ficar por aqui, juro... nao continuar aqui depois do fim da viagem, nada de imigrante ilegal, nao... mas de arrumar um emprego mesmo e mudar para ca(parece que me encaixo tao bem). Tambem ja pensei em desistir da ideia da adocao e passar o resto dos meus dias viajando pelo mundo, afinal tem tantos lugares que eu ainda nao conheco... Sinceramente nao cheguei a nenhuma conclusao.
Agora estou com um grupo fazendo uma excursao pelo leste do Canada, e legal, mas senti diferenca entre viajar sozinha e com eles. Ja tinha me acostumado a estar sozinha e as vezes esse grude todo incomoda. Mas e otimo porque descobri que posso viajar sozinha e que me viro muito bem de qualquer forma. So que viajando no grupo, me faz lembrar da minha mae, porque eu costumava viajar com ela em grupos e ela me ensinou muito do que sei sobre viagens, desde fazer a mala ate a coisas mais complexas. Como diz o meu tio, eu, minha mae e minha irma, ja nascemos com rodinhas nos pes, ta no sangue viajar, faz parte do DNA. Tenho saudades da minha maezinha, de quando podiamos viajar juntas... E que ninguem se engane, tudo nesta vida passa, o de bom e o ruim tambem...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Toronto

Hoje me dei conta de que estou no Canada ha uma semana e ainda nao comi Maple Syrup. Ja vi a arvore, mas nada do xarope. Mas amanha devo resolver esse problema. Cheguei em Toronto e estranhei bastante sair de Vancouver e vir para ca. Ainda nao identifiquei exatamente o motivo, mas estou sentindo falta do povo do oeste, pareciam mais solicitos e amigaveis. A internet agora tenho que pagar entao fica mais dificil fazer upload das fotos (tenho que andar com o cabo e demora). Engracado se analisarmos que agora estou em cidades maiores. Gostava mais quando a cidade era pequena. Mas tambem nao tenho fotos tao legais quanto as que enviei. Peguei um dia inteiro de chuva em Vancouver. Aqui em Toronto e mais frio e pelo jeito ainda vai ficar mais frio. Hoje me dei conta de que nao deve haver uma so cidade do Canada onde nao caia neve. Para eles e dificil imaginar um lugar sem neve.

Vancouver

A cidade e fabulosa. Extremamente limpa e organizada. Verdade que tem pedintes nas ruas, mas nao incomodam como os brasileiros. Fui ao Stanley Park e agora parei para descansar no Lookout. Esta tocando uma musica que adoro, nao sei quem canta, talvez U2 ou Coldplay. E do filme "O Diabo Veste Prada", quando ela chega a Paris, toda deslumbrada. Expressa como me sinto neste momento, deslumbrada comigo e com tudo ao meu redor. Apaixonada pelo Canada, moraria facil por aqui. Encontrei os primeiros brasileiros dessa viagem, consegui ate pegar onibus para me locomover!!!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Aurora Borealis

This will be an English text just to prove you that my English is good enough yet. Of course, it has improved a lot in the last few days. I'm sure I have made some terrible gramatic mistakes and sometimes the words simply don't appear on my mind. Despite all this I have made some friends of different countries and learned a lot of interesting new things. I met a lady, an english one last night. And it's very interesting to see some independent persons that travel alone (like me ? kkkkk). It's easy to notice that they do this frequently, they just like to do so and they do. Everything is new for me and when I think "now I have seen everything", more new things appear on my sight. You must be thinking why I didn't mencioned the Northern Lights yet. The reason is that we couldn't see then last night also. Surely I'm very disappointed and this caught a little of my motivation. But I will continue and survive. I don't wanna be arrogant (?) (I don't know if this word really exists), but I have to speak English all time, so it's easier for me to write this way(besides, the computer "understand" better english than portuguese too). Sorry about that, but I love you all the same way. That it's other curious thing, I'm having some difficulties in being funny in English... kkkkkkk It's difficult to make a joke in other languages and other cultures.

terça-feira, 29 de março de 2011

Dogsledge

Então, quem dizia que eu nao seria capaz ? Wild tambem faz parte da minha vida... kkkkk Fiz um passeio de dogsledge e amei... Tava com receio no começo, mas no final das contas tava eu lá toda empolgada dirigindo os cachorros... Claro, me conhecendo um pouquinho, podem imaginar que quase levei os cachorros comigo ao final do passeio, eles eram tão amáveis... me apaixonei por eles... Podem acreditar, aquela de pé, atrás do sledge sou eu mesma... embaixo daquele tanto de roupa...

Meu aniversario

Tive direito a bolo de aniversário !!!! Só que nada das "Northern Lights" (é como eles chamam a Aurora Boreal por aqui) até agora. Tive que relembrar todo meu inglês, que estava super enferrujado, esquecendo mesmo das palavras, mas sobrevivendo e conseguindo me comunicar muito bem. Foi muito legal o primeiro dia no "Camp" para ver as luzes, com direito a Marshmallow na fogueira... Everything very beautiful... including a Happy Birthday from the group... kkkk gostaram do meu inglês ? O grupo era composto de 3 japoneses (e a gente achando que eles sucumbiriam a crise após o terremoto), quatro canadenses e o guia que veio da Alemanha, mas mora aqui há oito anos. Muita gente vem de fora e acaba ficando por aqui, assim e o Canadá.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Chegada a Whitehorse

Cheguei ao lugar onde quero realizar o meu maior objetivo nesta viagem, avistar a Aurora Boreal. Whitehorse é um encanto, linda no meio das montanhas cheias de neve. Me apaixonei pela cidade logo de cara. Hoje a noite vamos tentar ver a Aurora...
O mais difícil foi o vôo de Vancouver para cá, num jatinho da Bombardier... kkk Isso mesmo, a concorrente da Embraer... Porém, ele vem em meio as montanhas e balança bastante, só cabem 26 pessoas... minha mala de mão teve que vir embaixo do assento porque não coube no compartimento de cima... 2 horas de vôo... mas o objetivo vale a pena...
Anexo fotos de Whitehorse...
Ah, o celular meu nao pega aqui, estou isolada... kkkkk

Chegada a Toronto e Vancouver

Consegui superar meus medos, pelo menos até este momento e peguei o avião para Toronto. Dez horas de vôo, cansativo e então consegui desembarcar no país dos meus sonhos.
Logo de cara, saindo do Brasil, fiz amizade com uma garota, que veio fazer intercâmbio. Provando que, quando viajamos sozinhos, encontramos pessoas nas mesmas situações e nos ajudamos.
As primeiras impressões do Canadá foram ótimas, apesar do frio logo de cara (-7) em Toronto. O povo e simpático e sorridente, muitos imigrantes, como eu já esperava. Eles tem formas diferentes de agir em viagens de avião, por exemplo. Conectam iphones em saída USB individual que tem nas poltronas, trazem bebida e comida de fora (dentro do vôo é cobrada). E parecem estar muito habituados a viajar de avião (segundo maior país do mundo em tamanho).
O aeroporto de Toronto é muito lindo, acho que tem neve lá fora, mas não consegui ver direito. Bem, agora estou rumando para Vancouver. Até a Aurora Boreal...
Escrevi tudo sem acento na versão original, mas achei que tava muito ruim e corrigi depois que voltei para o Brasil.
Anexei uma foto com minha cara de acabada na chegada a Vancouver...

domingo, 13 de março de 2011

Viagem

Vou pedir licença para fugir um pouco do assunto do blog, mas já que o juiz pediu para eu esperar, vou esperar e continuar cuidando da minha vida. Desistir jamais, apenas alterar o foco momentaneamente. Este mês resolvi mudar os rumos da minha vida, não em relação à adoção, mas sim em auto conhecimento. Quero conviver mais comigo mesma. Por esse motivo resolvi viajar sozinha nas férias e fazer "a viagem" da minha vida. E vou me utilizar desse espaço para registrar as minhas experiências. Antes, porém, da viagem da minha vida, que será uma ida ao Canadá para avistar a Aurora Boreal, fiz uma curta viagem para Franca para a casa do meu irmão. Pode parecer uma viagem pequena e insignificante perto da outra, mas não é por vários motivos. É a primeira em que eu decido e vou atrás sozinha. Bobagem ? Para alguns, não para mim.
Foi uma viagem maravilhosa, chover muito é verdade, mas pude conviver com pessoas muito especiais que há tempos não via. É sempre muito bom nos lembrarmos que temos uma família e que ela está lá quando precisamos. A foto acima é em frente ao sitio do meu irmão, lugar lindo não é mesmo ? Também me surpreendi com o resultado da foto, não sou muito boa fotógrafa, mas espero postar algumas boas fotos do Canadá.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Resultado Reconsideração da Sentença

No início de janeiro, depois de muito lutar comigo mesma, decidi que era hora para parar de ter medo e ir atrás do resultado do juiz. Eu precisava saber, já estava fantasiando demais na minha cabeça e não tinha mais a desculpa de evitar o problema por conta das festas de final de ano. Antes porém, gostaria de tomar coragem e relatar as minhas desventuras de 2010.

Confesso que este final de ano foi um dos mais difíceis para mim, acho que só comparado ao final de 2007, ano em que me separei. Fazendo um balanço geral do meu ano (2010), cheguei a conclusão que foi um ano muito ruim. Nada deu certo é um pouco radical claro, não é bem assim, mas várias coisas não seguiram o curso que eu gostaria. Tive problemas com meu ex-marido, fato que não vinha ocorrendo desde o ano da separação, e diria que foi pior do que a época da separação, pois ele me atingiu, desta vez profissionalmente, além de pessoalmente. Ele passou a ser o chefe da área onde eu trabalhava e com menos de duas semanas da mudança, sem nem dar tempo de eu pensar, ele me pediu para mudar de área. Não que fosse algo que não tivesse passado pela minha cabeça, mas achava que poderia esperar um pouco. Quando ele percebeu que eu tinha intenção de esperar um pouco, usou como argumento o meu baixo desempenho profissional. Literalmente ele misturou as coisas, ele nem era meu chefe imediato e o meu “baixo” desempenho, se é que existiu mesmo, nunca deveria ter sido avaliado por ele. Fiquei muito triste, fui atingida no fundo do meu ego, minha auto-estima foi toda por água abaixo. Além disso, e também talvez fosse melhor dizer, por causa disso, ele se casou novamente. Outro triste fato foi o término do meu namoro de dois anos. Perdi um grande companheiro, mas que não conseguiu acompanhar meus passos largos. Não dá para comparar com o fim de um casamento de treze anos, mas foi uma perda significativa. Combinávamos muito, mas no final terminamos descobrindo que ele não estava preparado para, ou não queria, assumir um compromisso mais sério. Ainda somos amigos, mas estou novamente sozinha, tendo que cuidar de mim mesma (e de minha mãe, pacote completo... rs). Além desses dois fatos, ainda houve minha tentativa frustrada de engravidar, congelamento de óvulos, tentativa de preservar meu útero de uma endometriose (fazendo uma vídeolaparoscopia). Hoje acho que tudo isto foi em vão, continuo sem filhos, não quero engravidar sem companheiro e a endometriose voltou (tenho mais cólicas hoje do que tinha antes. Ainda ouvi do médico que eu posso vir a ter uma hemorragia forte e ter que tirar o útero, então talvez fosse bom já tirar de uma vez. As mulheres sabem o que isso significa, podem imaginar como me senti.

Claro, algumas coisas definitivamente melhoraram em 2010, por conta do meu ex-marido tive que mudar de área no trabalho e realmente acho que hoje estou melhor. E isso graças a mim mesma que soube reagir na adversidade. Nunca duvidei que eu era capaz de reagir, nem achei que a mudança seria de todo ruim, mas é dolorosa essa situação. Com meu ex-namorado, acho que o que houve estava escrito e no fundo eu sentia que isso ia acontecer. E apesar de tudo, sei que tenho um amigo nele. Com relação às minhas tentativas frustradas de engravidar, estas não foram as primeiras e a gente às vezes precisa fazer algumas coisas na vida só porque acreditamos que devemos fazer para não se arrepender depois.

Mas o fato é que o final do ano me rendeu uma depressão, leve, mas existiu e ir até o fórum não ia melhorar. Mas recuperada logo após a virada do ano, fui até lá com toda a minha coragem. E então eis que estava escrito “Recomendo nova avaliação psicossocial em 180 dias...”. Fiquei muito chateada, não conseguia aceitar aquilo, me desesperei. Para quem não está vivendo isso, vai achar um exagero, afinal esperei mais de um mês para ir até o fórum, que diferença faz mais alguns. Mas o fato é que apelei, perguntei o que deveria fazer, que estava desesperada e não sabia o que queriam de mim, ou o que estava errado comigo. Me sugeriram conversar com a responsável pelo setor de psicologia, fui até ela, estava lá disposta a esperar o quanto fosse para falar com ela. Acho que ela adivinhou, ou falaram do meu desespero, e me atendeu logo. Expliquei o mesmo que já tinha dito para a responsável do cartório, que não sabia o que estava errado comigo e que se eu não soubesse ia esperar os 180 dias e de nada ia adiantar. Ela foi muito compreensiva e, como eu mesma disse para ela, disse que eu poderia solicitar uma redução do prazo alegando que a última avaliação já fazia quase um ano. Saí de lá mais aliviada e esperançosa, afinal alguém entendeu meu desespero.

Porém, a vida continua caminhando e eu ainda não tive tempo de fazer esta solicitação. Aí, começam a aparecer outros problemas, como minha mãe, que desde o final do ano vinha tendo enjôos e vomitando com freqüência, culminando em uma endoscopia recentemente, que por fim mostrou não ser nada grave. Preciso marcar e tirar férias e aí, pensando que devo dar uma volta por cima na minha vida, começo a me questionar se esse não seria o momento correto. Mas, e se eu peço a antecipação, e se me chamam quando eu estiver em férias ? Ainda não descobri a resposta para essa pergunta e se realmente foi pedir a redução do prazo, mas uma coisa é certa meu filho está por aí e será meu quando estiver destinado para isso.