quinta-feira, 21 de abril de 2011
Retorno a São Paulo
Cheguei ao fim da viagem... Hoje estou embarcando de volta para São Paulo. Confesso que já estava cansada da viagem e a fim de ir embora para minha casinha. Existem duas coisas que também são maravilhosas quando viajamos. Uma delas é a preparação da viagem, todo o clima, toda a expectativa, ansiedade em sair do nosso cotidiano e entrar num mundo diferente. A outra é a volta, quando sentimos que estamos a caminho de casa e ansiamos por nosso cantinho.
Tive que fazer uma conexão em Toronto, pois o meu vôo é da Air Canada, que por acaso é canadense, uma vez que a maioria da minha viagem foi baseada no Canadá. Essa foi a parte chata da viagem, já poderia estar a caminho de casa. De qualquer forma, estou feliz de estar indo para casa. Confesso que agora no final da viagem estava cansada e que a parte de Nova York foi um pouquinho demais para mim. Enfim, descobri meu limite, adorei viajar sozinha, mas viajar por mais de 15 dias, não curti muito não. Amei o Canadá de paixão e senti muita diferença quando cheguei em Nova York, é muito São Paulo demais. Não que isso fosse um problema sério, mas para quem está esperando mais, ou quem está vindo de um país com menos turismo, menos gente e mais evoluído (pelo menos eu considerei desta forma) foi decepcionante.
Aventuras em New York
Bem, como eu já falei, agora sobra pouco tempo prá escrever... e também a internet está mais complicada, então menos textos... Mas também parei de mudar de cidade, estou numa só e numa cidade em que já estive outras vezes, onde o maior desafio é viajar em um grupo pequeno de amigos... Este tipo de aventura já é bem mais comum...
Mas não por ser mais comum seria menos interessante !!! Já houve várias situações únicas, em que vivi experiências inéditas e fui a lugares onde nunca havia ido... Estivemos em um pub, bem legal aqui perto, no Hard Rock, no museu de história natural, fomos assistir musical na Broadway, além de ter ficado três horas e meia na fila (no próprio dia do jogo) do Madison para "tentar" conseguir ingresso para o jogo "final" da NBA... Se conseguimos, isso vai ser segredo... rsrsrs É mais uma história inédita...
terça-feira, 12 de abril de 2011
New York, New York
Agora eu tenho companhia quase que full time, então não tenho mais tanto tempo para escrever muito... Por acaso hoje fomos ao Madison tentar comprar ingressos para o jogo de basquete... ainda não conseguimos, mas já que estávamos por lá... passamos em frente a Macy's e.... surpreendentemente este se tornou o dia oficial das compras... nada de passeios turísticos... De qualquer forma, aí vai uma foto do Central Park, do dia em que eu cheguei...
domingo, 10 de abril de 2011
Chegada a New York
Cheguei em NY agora, hoje não estou mesmo num dia muito bom, já tive dificuldades para dormir, estava meio prá baixo ontem em Montreal e hoje ansiosa além da conta com o vôo. Achei que o vôo balançou demais, apesar de ter sido o vôo mais curto que fiz até agora e nem foi o menor avião que peguei. Mas hoje eu estava assustada e com medo. Cheguei em NY e já cometi o primeiro erro, meio consciente, meio inconsciente, peguei um "taxi" que não era taxi no aeroporto. Apesar de ser uma viajante experiente, ainda cometo erros. Achei o preço caro, mas achei que tava dentro da média, agora descobri que devo ter pagado 50% a mais. Bom, pelo menos ele realmente me levou para o hotel, no Brasil, ele me levaria prá qualquer outro lugar e me roubaria tudo, a começar pelo notebook, que estava na minha mão. Claro que desconfiei, mas tava acostumadinha a ser paparicada, que achei bom alguém falando espanhol... isso nunca é bom em NY, pode ser no Canadá, mas NY é NY... Certo, certo, devemos aprender com os erros e evoluir... Já aprendi, da próxima faço melhor. Chegando ao hotel, como imaginava a internet wifi é paga e chego antes da hora do check-in, então tenho que esperar por duas horas se quiser um quarto com vista e próximo ao dos meus amigos. Aí vou tentar fazer como os nova iorquinos e me dirijo a uma Starbucks para usar meu notebook, de preferência acessando a internet. No mínino é um lugar onde todo mundo usa e vou me sentir bem escrevendo por alguns momentos, além de conseguir comer um lanchinho enquanto espero o quarto ficar pronto. Peguei um lugar bem interessante, na janela, de frente para a rua e gosto de ficar observando as pessoas passando na rua. Hoje é domingo e tem de tudo na rua, nova iorquinos e um monte de turistas, afinal estou numa área bem turística. Fico observando para tentar adivinhar a nacionalidade deles, seriam brasileiros, latinos, japoneses (esses não vi muitos). Não está muito frio por aqui, está um tempo bom prá passear, precisa de um casaco, mas leve, nada muito pesado. Queria ir ao Central Park, vou fazer o check-in e rumar para lá, lá é sempre um bom passeio, em qualquer época, a qualquer hora.
Rumo a New York
Não sei porque fico tão atrapalhada em determinadas situações. Sou uma viajante experiente, mas sempre me atrapalho na hora de passar na alfândega, ou melhor na hora de fazer check-in. Entro pela porta errada e fico enroscada na porta, tenho que abrir malas, não consigo entender o inglês deles (embora tenha entendido tudo nos últimos dias), derrubo coisas, às vezes chego a perder coisa pelo meio do caminho. Tudo poderia ser explicado pela ansiedade, nervoso, claro, isso explica tudo, mas tem outros momentos em que fico ansiosa também, mas não fico tão atrapalhada assim. E normalmente é em final de viagem, quando estou saindo de algum lugar, ou para ir para casa ou para ir para outra cidade. Acho que isso está mais atrelado a mudança propriamente dita do que somente a ansiedade, é um pouco mais do que isso. E em geral o problema diminui depois que passo para a sala de embarque, que fico mais tranquila, apesar de preocupada com o vôo e com as malas, será que chegarão bem e etc... Hoje foi o check-in mais complicado desta viagem, pois estava com excesso de peso, segundo o motorista que me trouxe ao aeroporto, todos brasileiros levam pedras nas malas quando saem daqui... rsrsrs Tive que despachar a mala de mão e tive que pagar para despachar duas malas, porque era mais barato do que pagar excesso de peso por uma mala (o limite por aqui é de 23 kg, mas no Brasil é 32kg (esse argumento não adianta, eu tentei)). Ainda fico preocupada também em imaginar como vou fazer para chegar ao hotel em NY, já que desta vez não terei ninguém me esperando (todos os outros trechos eu tinha o transfer contratado). Sei que vou conseguir me virar e chegar ao hotel, mas gera um certo stress e acho que na verdade já estou é cansada de viajar, talvez fosse hora de ir embora. Mas como vou encontrar dois amigos em NY acredito que eu vá curtir essa parte da viagem também, é só questão de chegar ao hotel e me acomodar para me sentir "em casa"... é, depois de um tempo viajando começamos a chamar hotel de casa... porque é isso que ele vira, "casa". Estou na sala de embarque aguardando o vôo para NY, estou feliz de ter comprado este notebook, porque assim além de poder ler enquanto espero, posso também escrever. Para mim não há companhia mais agradável do que a de um papel e uma caneta, ou de um computador onde eu possa fazer minhas anotações. E se pudesse fazê-las enquanto dirijo ou ando, também faria porque tenho muitas ideias nessas situações, no metro, na rua... Gosto de observar as pessoas e ver como elas agem. Ontem eu estava no metro daqui de Montreal e estava um pouco perdida, com um mapa na mão tentando identificar para que lado eu deveria ir (já tinha me atrapalhado para passar na catraca). Imaginei que alguém logo me perguntaria se precisava de ajuda (na verdade eu precisava, mas em algum momento eu me localizaria sozinha se fosse necessário). Na verdade o que ocorreu foi esquisito, um rapaz passou (cerca de 30 anos, branco, cabelos escuros e compridos, alto, magro) e bateu com a mão no meu mapa, como se quisesse derrubá-lo. Foi mesmo uma coisa meio que agressiva. Eu não tive nenhuma reação a não ser dar o meu olhar 43, mas ele simplesmente fez isso e foi embora. E eu simplesmente continuei olhando o mapa. Vai entender o que isso significa. Logo depois realmente apareceu uma pessoa que me perguntou, em inglês, se eu precisava de ajuda. Era uma senhora, grisalha, linda, uns 50 anos. Sempre os mais velhos são os que mais são solícitos, pelo menos no exterior. Ela me acompanhou até quase a plataforma. No Canadá em geral as pessoas são assim, solícitas, por isso estranhei a maneira do rapaz, porém, vale lembrar que Montreal faz parte da província de Quebec, que é bem francesa, e não é uma característica francesa a solicitude com os estrangeiros(apesar que na França mesmo, eles vêm sendo muito bons com os turistas nos últimos tempos). Mas acho que no Canadá (francês) eles ainda pensam que os franceses são assim, estúpidos. Bem, até NY, vou embarcar agora.
sábado, 9 de abril de 2011
Au revoir Mont royal
Hoje foi um dia que pareceu meio sem sentido... Encontrei todo o grupo da excursão reunido tomando café da manhã junto. Nenhum dia da excursão isso aconteceu, é curioso acontecer hoje que não tínhamos nenhum programa. Mas acho que todo mundo, apesar de não ter convivido muito e da dificuldade da língua, se afeiçoou. É engraçado percebermos que às vezes falamos com gestos e que assim não existe barreira de idioma.
Tentamos comprar ingressos para o jogo de hockey, mas o máximo que conseguimos foi quase comprar ingressos para luta livre... rsrsrs verdade, estávamos comprando quando me ocorreu confirmar se era mesmo jogo de hockey, e não é que não era... ainda bem que tive espírito de questionar a tempo... Mas foi uma pena porque não vimos um jogo de hockey, esporte tradicional do Canadá.
Visitei o Biodomo, que é um estádio construído para as olimpíadas de 76. Na verdade a torre dele sofreu diversas falhas de projeto e levou 10 anos após as olimpíadas para ser concluída. E a dívida criada pelos gastos das olimpíadas só foram totalmente pagas em 2004. Quem acabou pagando a dívida foram as pessoas que compram cigarros e bebidas, pois foram aumentados impostos nesses produtos por esse motivo. E claro, terminei o dia fazendo comprinhas no maior shopping subterrâneo do mundo, num dia que nem estava tão frio para que precisássemos fugir dele. Não estar tão frio significa fazer 15 graus...
Amanhã estarei rumando para NY onde um casal de amigos me espera. Já era hora mesmo, pois já cansei dessa vida de viajante solitária. A conclusão é de que mais de duas semanas viajando sozinha seria muito, esse é o meu limite.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Montreal
Chegamos em Montreal hoje, fizemos um passeio pela cidade (amei a Basílica de Notre Dame) e o guia se despediu do grupo e nós dele. Incrível como nos acostumamos com uma rotina rapidamente. Eu comecei viajando sozinha, depois me juntei a um grupo para um passeio, voltei a viajar sozinha e novamente me juntei a um grupo... Em cada uma das mudanças eu estranhava, primeiro me acostumei a andar sozinha, depois estranhei estar com um grupo e então estranhei estar sozinha novamente... É, somos assim mesmo... faz parte. Já estou sentindo falta do grupo, andava pelas ruas sozinha, mas parecia que sempre tinha alguém me acompanhando... e tinha mesmo, afinal estávamos sempre caminhando pelos mesmos lugares. Além disso, sempre tinha o guia checando se estávamos bem, se eu tinha chegado bem ao hotel, se não tinha tido problemas, se podia ajudar em algo. Acostumamos a sermos "paparicados", quem não gosta de um mimo desses... Bem, amanhã vou ver se assisto a um jogo de hockey ao vivo, no ginásio. Eu estou tentando ver se vou junto com os brasileiros do grupo (apesar do guia ter se despedido de nós, a maioria das pessoas só vai embora no domingo, cada um para um canto do planeta). Se der certo depois conto e coloco as fotos.
Também fomos ao oratório São José, que, curiosamente fica em frente a Congregação de Santa Cruz, que tem o colégio Notre Dame, de onde deriva o colégio de Campinas onde estudei. Adoro essas coincidências.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Quebec
Quebec, a cidade mais francesa do Canadá, acho que não preciso dizer mais nada. Comida boa, cafés simpáticos e super charmosa. Nem vou escrever muito, apenas vou postar duas fotos. Atenção para o detalhe de uma das fotos... tem um casal sentado em cima das muralhas da cidade, passeando com um cachorro Siberian Husky... um charme só... mais francês impossível...
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Ottawa
Ontem fomos para Ottawa, capital do Canadá. É uma cidade super fofa, mas que vive em função de ser a capital do país. Toda organizada e limpinha, lembra um pouco Brasília.
Entramos na parte francesa do país e é incrível como muda tudo. Eles realmente se acham diferente do resto do país, falam francês mesmo no dia-a-dia (sei, sei, esse comentário vai parecer engraçado...). Mas existe um forte movimento separatista no Canadá para dividir a parte francesa da inglesa. É que o governo coloca panos quentes e fica agradando o lado francês porque precisa deles, é a parte rica do país. 30% do Canadá fala francês e mora na região francesa do país. Eles tem até algumas coisas curiosas, como os carros não terem placa na frente, somente atrás (isso somente na região francesa), só para se mostrarem diferentes. E realmente, dessa forma, eles ficam muito mais franceses, afinal essa característica de querer ser diferente e de se achar os donos do mundo, é bem francesa.
Três flores num jardim - Victoria
Encontrei três pequenas florzinhas durante a viagem também, que embora só tenha comentado agora, fiquei maravilhada. Foram três garotinhas que estavam viajando da Austrália para Vancouver com os pais. As três são lindinhas, Emily, Monica e Nicole, lindos nomes, com 7, 5 e 3 anos elas já são super descoladas quando se trata de viajar, estão super experientes nesse assunto. Já para fazendo pose para o pai tirar foto, estão super acostumadas a viajar em ônibus de excursão e se comportaram super bem durante todo o passeio.
Elas certamente foram o ponto alto do passeio, pois choveu o tempo todo e o passeio era para conhecer um parque com um jardim lindo. O jardim era realmente lindo, mas com essas três florzinhas ficou ainda mais especial. Uma delas, desatenta, ou tentando fazer pose para foto, enfiou o pé num laguinho e ficou com o pé molhado até o final do passeio, mas sem reclamar.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Niagara Falls
Resolvi meu problema de internet... comprei um notebook... rs Como diz o ditado, em Roma como os romanos... Todo mundo aqui tem um, fiquei me sentindo por "fora" e comprei um tambem. Otima desculpa, ne ? Ah, mas assim posso postar minha viagem no blog com mais eficiencia e do jeito que eu sempre quis desde o inicio da viagem. Para dizer a verdade achei que ficaria menos sozinha e fiquei com medo de ficar meio deprimida, me sentir muito fora do mundo(um certo exagero, e verdade). Estou super feliz com a decisao que tomei, confesso que nao foi facil tomar essa decisao totalmente sozinha, sem perguntar nada, me senti super insegura. Mas hoje sei que isso e normal e passageiro e que a gente tem que enfrentar essas pequenas situacoes porque existem muitas decisoes grandes na vida que tem que ser tomadas tambem.
Tenho pensado muito em tudo na minha vida, o que quero para o futuro... ja me deu vontade de ficar por aqui, juro... nao continuar aqui depois do fim da viagem, nada de imigrante ilegal, nao... mas de arrumar um emprego mesmo e mudar para ca(parece que me encaixo tao bem). Tambem ja pensei em desistir da ideia da adocao e passar o resto dos meus dias viajando pelo mundo, afinal tem tantos lugares que eu ainda nao conheco... Sinceramente nao cheguei a nenhuma conclusao.
Agora estou com um grupo fazendo uma excursao pelo leste do Canada, e legal, mas senti diferenca entre viajar sozinha e com eles. Ja tinha me acostumado a estar sozinha e as vezes esse grude todo incomoda. Mas e otimo porque descobri que posso viajar sozinha e que me viro muito bem de qualquer forma. So que viajando no grupo, me faz lembrar da minha mae, porque eu costumava viajar com ela em grupos e ela me ensinou muito do que sei sobre viagens, desde fazer a mala ate a coisas mais complexas. Como diz o meu tio, eu, minha mae e minha irma, ja nascemos com rodinhas nos pes, ta no sangue viajar, faz parte do DNA. Tenho saudades da minha maezinha, de quando podiamos viajar juntas... E que ninguem se engane, tudo nesta vida passa, o de bom e o ruim tambem...
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Toronto
Hoje me dei conta de que estou no Canada ha uma semana e ainda nao comi Maple Syrup. Ja vi a arvore, mas nada do xarope. Mas amanha devo resolver esse problema. Cheguei em Toronto e estranhei bastante sair de Vancouver e vir para ca. Ainda nao identifiquei exatamente o motivo, mas estou sentindo falta do povo do oeste, pareciam mais solicitos e amigaveis. A internet agora tenho que pagar entao fica mais dificil fazer upload das fotos (tenho que andar com o cabo e demora). Engracado se analisarmos que agora estou em cidades maiores. Gostava mais quando a cidade era pequena. Mas tambem nao tenho fotos tao legais quanto as que enviei. Peguei um dia inteiro de chuva em Vancouver. Aqui em Toronto e mais frio e pelo jeito ainda vai ficar mais frio. Hoje me dei conta de que nao deve haver uma so cidade do Canada onde nao caia neve. Para eles e dificil imaginar um lugar sem neve.
Vancouver
A cidade e fabulosa. Extremamente limpa e organizada. Verdade que tem pedintes nas ruas, mas nao incomodam como os brasileiros. Fui ao Stanley Park e agora parei para descansar no Lookout. Esta tocando uma musica que adoro, nao sei quem canta, talvez U2 ou Coldplay. E do filme "O Diabo Veste Prada", quando ela chega a Paris, toda deslumbrada. Expressa como me sinto neste momento, deslumbrada comigo e com tudo ao meu redor. Apaixonada pelo Canada, moraria facil por aqui. Encontrei os primeiros brasileiros dessa viagem, consegui ate pegar onibus para me locomover!!!
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