sábado, 15 de dezembro de 2012

Filha

Agradeço a Deus o presente lindo que recebi este ano de Natal...  você, minha filha querida...  tão desejada, tão esperada...
Demorou, mas chegou a minha vez, agora sou mãe...  e posso curtir minha merecida licença maternidade.
E, como todas as outras mães, peço a Deus que te guie e dê sabedoria para sobreviver a este nosso mundo...  embora acredite que você já é uma vencedora simplesmente por ter nascido.
Seja bem-vinda minha filha.
Ieda Maria.

Para um amor

De repente parece que toda a minha vida faz sentido.
Que tudo tem uma justificativa, um motivo.
Você trouxe um motivo para eu viver, uma razão.
Eu achava minha vida sem graça, sem foco, sem direção.
Parecia que eu simplesmente vivia, um dia após o outro.
Então você apareceu.
E trouxe uma luz, uma direção, um sentido.  
Me faz sorrir até dormindo.
Torna a vida mais leve, doce e alegre.
Você não se parece com a pessoa que eu procurava, mas é tudo o que eu procurava.
Como se nossos destinos estivessem traçados e rumassem em direção um do outro.
Mas só passando por tudo o que passamos é que poderíamos ter nos encontrado.  
Você é um anjo na minha vida.

Te amo!!!

domingo, 18 de novembro de 2012

Ieda

Será você a minha filha tão esperada ?


Semana passada recebi uma ligação do fórum. Levei um susto e estranhei. Acabou de sair a sentença, achei que estavam ligando apenas para me informar do fato. Custo a acreditar que é verdade e vários pensamentos me dominam. Porque ninguém te quis ?  É o maior deles.

Tudo em você me agrada e provavelmente a dúvida que me surge agora vai também te assombrar no futuro. Mas, querida, a vida é simplesmente inexplicável e é bom que você aprenda isso logo cedo.

O fato é que ligaram te oferecendo a mim para ser sua mãe. Isso é muito lindo e me emocionou muito. Eu estava trabalhando e simplesmente entrei em “pânico", chegou a hora do meu bebê nascer ? Aí surge a dúvida, seria eu capaz ou merecedora dessa incumbência ?

Fui até o fórum conhecer sua história e torci para que não tivesse sofrido muito nessa sua curta existência. Gostaria que soubesse que, independente de eu ser capaz de aceitar essa responsabilidade eu te amo.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Sentença Afinal

Depois de muita espera, de ir até o forum com um advogado e de questionar a interferência das ONG's no processo hiper moroso do forum, eis que finalmente a juíza se decidiu.  Após um ano da avaliação psicológica...  Bom, na visão deles pelo menos, nós não mudamos nosso estado psicológico nesse período... 
Finalmente não me acharam uma pessoa imatura para criar uma criança...  e olha que cuido de idoso já há cinco anos...  mas isso não me credencia a nada.  Idosos são irrelevantes...  há muito mais pessoas preocupadas com as nossas crianças...

Abaixo o resumo do que copiei num pedaço de papel:

"Após reavaliação, parecer favorável de ambos(psicóloga e assistente social) e superadas as dificuldades das avaliações anteriores.  O MP diante das reavaliações técnicas concorda com a inclusão da requerente no cadastro para adoção - CPA.  DEFIRO...  26/09/2012"

Enfim estou grávida e serei mãe...  Mais um passo foi dado...  estou muito contente, apesar dos três anos de espera.

domingo, 23 de setembro de 2012

Educação das Crianças

Sei que ainda não tenho filhos, por isso não sou a mais indicada para falar sobre a educação deles.  Mas, baseada na observação de algumas crianças eu gostaria de fazer alguns comentários ou observações.
Reparei uma diferença entre como é feita a educação nas classes C e D, e a das classes A e B.  Na primeira, a educação é toda baseada em fazer com que a criança acompanhe o adulto.  Que ela vá junto para todos os lugares (claro que isso é pelo aspecto prático), pois eles normalmente não tem com quem deixar.  Porém, isso resulta numa educação que não é baseada na criança como o centro de tudo.  Elas aprendem a brincar umas com as outras, sem interromper os adultos em qualquer dificuldade.  Acabam ficando mais independentes naturalmente.
Nas classes A e B já não ocorre da mesma forma.  Como normalmente elas tem acesso à babá, elas aprendem que podem pedir.  Pedir para fazer seus próprios programas.  Aprendem a dizer "não quero", "não vou", "não faço".  A meu ver, aprendem isso antes da hora.  E os pais acham legal que elas os deixem "em paz".  O problema é quando os pais querem ou precisam que elas acompanhem.  Ouvem um "não quero" ou assistem a cenas de "piti".  Porque isso ? Porque isso é uma forma de "mimar" a criança.  Acaba tornando a criança imatura e achando que o mundo gira em torno dela e que os pais é que as acompanham.  Acaba não dando independência, mas sim poder para as crianças.

sábado, 28 de abril de 2012

Crianças

Não imaginem que eu deixei o meu blog de lado.  Não, isso não é verdadeiro.  Mas, por mais absurdo que possa parecer, o meu processo de habilitação ainda não foi concluído.
O parecer da psicóloga realmente foi favorável e isso eu pude constatar pessoalmente.  Mas, desde 13/02 está parado na mesa da diretora.  O que isso significa ?  Sei lá.  O parecer da psicóloga foi concluído em outubro, é isso mesmo, faz 6 meses.
Agora, imagina as crianças que estão aguardando algum parecer da mesa da "diretora" ?
No forum me disseram que houve férias, afastamento, imagina como anda o trâmite dos processos ?  Isso porque alteraram o processo para "agilizar" e as crianças não ficarem muito tempo nos abrigos.  Já deu para perceber que essa medida, ao contrário, atravancou ainda mais o andamento.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Férias março 2012

Estou em férias novamente... Até parece que fico tirando férias a todo momento. Mas é porque tirei 10 dias em janeiro e agora outros 20 em março. Quando dividimos as férias, temos a falsa sensação de ter mais férias. Ainda mais eu que não posso falar em férias sem vincular com viagem. Tô cansada, é verdade, gostaria de estar em outra fase da vida onde a prioridade não fosse torrar o dinheiro comigo mesma e viajando para qualquer lugar que aparecesse. Mas sei que tem gente que adora, para não dizer morre de inveja, do eu estilo de vida. Gente, para dizer a verdade, temos que curtir cada momento da nossa vida da forma que a vida nos apresenta. É a velha história do se me dão limão faço uma limonada. Minha mãe uma vez me respondeu, quando perguntei se era bom envelhecer (isso quando eu era criança, claro), que cada etapa da vida tem sua importância e relevância. É verdade, sem dúvida, mas hoje talvez interprete de uma outra forma essa frase dela. Envelhecer é bem difícil. A vida nos prega peças, nada sai como esperamos, e temos que estar sempre felizes. E o segredo, é mesmo tentar ser feliz nesse contexto de vida, tentando nos satisfazer com a limonada que a vida nos oferece. Mas já que comecei com o assunto férias e que eu adoro, vou continuar. Estou a caminho de Orlando, é, de novo na Disney. Como disse um amigo meu, vou virar a própria Minnie. Mas é porque minha irmã e meu cunhado vieram passar uns dias por aqui e coincidiram com minhas férias (olha que coisa!!!!rsrsrs). E como eu não havia planejado nada para estas férias, olha eu aqui de novo. Mas logo de cara já houve vários acontecimentos inesperados. Nessa última semana, eu fiquei doente (com diarréia), meu cachorro ficou com alergia a pulga e com uma ferida enorme infeccionada perto do rabo. Vira-lata com alergia a pulgas, alguém entende isso ? Tudo bem, não vão dizer que eu estou discriminando não. Mas digo porque ele viveu um tempo no Centro de Zoonoses. Como sobreviveu? Vendo por outro lado, pode ser que lá eles coloquem bastante veneno contra pulgas... é, quem sabe. E o meu Xodó ficou amuadinho e eu com coração super apertado de deixar ele doentinho. Ainda bem que minha mãezinha ficou bem, que é o mais importante mesmo para mim. Depois, numa brincadeira de meu chefe, que se aposentou nessa semana, ele disse que todos os vôos para Miami do final de semana, haviam sido cancelados... rsrsrsrs Brincadeirinha... Mas não é que na quinta-feira me ligam da American Airlines dizendo que o vôo havia sido cancelado ? No começo achei que era trote, tive que repetir o que ela me dizia para me certificar que tinha entendido corretamente. Bem, aí me passaram para o vôo das 23:00 (o meu era meia-noite). Lá comecei eu a minha sexta-feira, dia da viagem, cheia de compromissos. Trabalhei, e olha que trabalhei bastante até. Duas horas até o aeroporto, alguém pensou que seria diferente numa sexta-feira às 18:00 ? Quando cheguei lá, o atendente me disse que ia me fazer correr... ia me colocar no vôo das 21:30... topei, claro, chegaria mais cedo ao meu destino. Mas a partir daí foi uma correria só... (como se até aquele momento não tivesse sido). Mal tive tempo de pensar e já estava eu dentro do avião. Enfim, minhas férias começaram mais cedo...

domingo, 22 de janeiro de 2012

AFPESP por gerações

Texto escrito por mim para a Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo e foto da fachada antiga da Colónia de Férias do Guarujá, na praia das Astúrias (na década de 70). Texto a ser publicado no Jornal do Servidor (da AFPESP).
"Frequentei as colônias da AFPESP durante toda a minha infância e adolescência, entre as décadas de setenta e oitenta. Minha mãe ainda é associada, mas hoje em dia é doente e não tem mais condições. E meu pai, que também era associado, faleceu há mais ou menos 25 anos. Mas, tanto quando meu pai era vivo, quanto depois, minha mãe frequentava as colônias de férias. Fomos para Amparo, Poços de Caldas, Guarujá e Campos do Jordão inúmeras vezes. Em especial na do Guarujá e de Campos, que frequentamos mais, tenho lembranças muito boas. Elas fizeram parte de uma fase muito importante da minha vida. A do Guarujá frequentamos até meus sete anos como hóspedes. Depois, minha avó comprou um apartamento lá perto, para que, embora não precisássemos mais ficar hospedados na colônia, pudéssemos sempre fazer as refeições lá. Então continuamos a frequentar como convidados. Me lembro sempre do horário do almoço que era rígido e eu, como qualquer criança, detestava ter que sair da praia para ir almoçar. Mas lembro que as refeições eram sempre boas, conhecíamos outras crianças, brincávamos. E como naquela época as televisões não pegavam muito bem, íamos na colônia à noite também para assistir novela. Passávamos o verão inteiro no Guarujá, almoçando todos os dias na colônia. A de Campos do Jordão me lembro que frequentamos por vários anos seguidos, até no ano em que meu pai faleceu tínhamos ido para lá. Sempre achei aquela colônia a mais bonita de todas, e devia ser mesmo porque era a mais disputada. Não sei desde quando passamos a ir, sempre na primeira semana de fevereiro, todos anos. Era um evento para nós, adorávamos viajar com meu pai e essa viagem era especial para ele. Em outras viagens, nem sempre ele ia, mas para Campos sempre. Tínhamos um carro enorme, um Landau preto e saíamos bem cedo de Campinas, onde morávamos, para chegar logo em Campos e aproveitar bem a semana. E ia sempre um mesmo grupinho de pessoas nessa semana. Eram pessoas que tinham o dom de divertir. Sempre tinha um show de talentos ao final da temporada e meu pai se apresentava contando piadas, mas especialmente fazendo repentes, ele sempre teve o dom da palavra e adorava o improviso. Tinha um parceiro muito bom, mas não consigo lembrar o nome, o sobrenome acho que era Leão. Lembro de algumas outras pessoas também, que contavam piada, tocavam violão, piano. Tinha campeonato de "buraco", bocha (meus pais ganharam uma vez), e excursões, que lotavam rapidamente. Fiz muitas amizades por lá. Me apaixonei também... rs Enfim, vivi momentos muito importantes por lá. Ainda hoje quando passo em frente dela, me lembro daquela época e me emociono. Meu pai foi engenheiro agrônomo e era servidor público (pesquisador) do Instituto Biológico, de onde se aposentou cinco anos antes de falecer. Minha mãe é professora aposentada do estado e hoje tem oitenta e dois anos. Eu infelizmente não segui a carreira pública, digo isso me lamentando por não poder continuar participando da Associação, que tanto foi importante na minha vida. Mas feliz por vocês continuarem existindo e fazendo parte, alegrando a vida de tantos associados."

Capa de Jornal Publicitário em Porto Seguro

Estou postando uma doce lembrança de minhas escritas por aí. É um texto que escrevi para um jornal publicitário em Porto Seguro em 1997. O texto é antigo, mas a previsão de que um dia os computadores alcançariam a TV é totalmente atual.
Acho que ficou meio ilegível, mas qualquer hora eu transcrevo.

Conclusão desmatamento

Fiz uma reclamação formal em relação ao assunto, junto ao Ibama, que repassou para a secretaria do meio ambiente. Foi verificado que realmente eles tinham autorização de cortar 5 árvores e foi conferido que foi isso o que fizeram (foi feita uma vistoria, por conta da minha reclamação). Ficaram de replantar árvores no lugar dessas (vou ficar de olho...). Porém, um fato me deixou curiosa, no e-mail da engenheira ela afirma que a área em questão "não é considerada de vegetação significativa". Aí fico pensando, significativa ???? Para mim qualquer árvore é significativa, ainda mais numa cidade como São Paulo...

sábado, 14 de janeiro de 2012

Denúncia - desmatamento em SP

Desmatamento de área em SP, Santa Casa - CAISM - Vila Mariana Além de atender a pouquíssimas pessoas (no mesmo sábado em que desmatavam eu vi pelo menos 3 drogados nas ruas dos arredores, um deles fumando crack), agora a Santa Casa derruba árvores. Já vi até queimarem lixo (hospitalar ?) por lá... Santa Casa não é a favor do bem estar de ninguém, imagina como pode cuidar de doentes ????

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Árvore de natal do Magic Kingdom

Sonho de Natal... ou de Ano Novo...

Let memories begin

Olha só que sonho o Castelo da Cinderela... Sonho de qualquer menina, ou nem tão menina assim...

Eu vejo você meu filho

Viajando assim com minhas sobrinhas fica mais simples imaginar como seria eu com uma criança. Por mais absurdo que possa parecer e embora eu, como qualquer outra pessoa sem filhos, não tenha paciência, ou mais ainda, não saiba lidar com crianças, eu consigo me ver com uma. Viajando sim, cuidando dela, educando, enfim criando um filho. Fiquei fazendo aquilo que todos pais fazem quando "engravidam", ou seja, imaginando aquela criança ali comigo. Onde eu a levaria, o que ela acharia daquilo, se gostaria, se daria "piti" (esta palavra é a que minha irmã utiliza para designar aquela situação em que a criança "surta", às vezes com motivo, outras sem nenhum). E vou mais além, pois como quem está na chuva é para se molhar, como eu não restringi cor, imagino meu filho "colorido"(achei mais bonito chamar assim do que dizer "de cor"). Que tipo de situações ou preconceitos enfrentaríamos, talvez olhares estranhos. Na última palestra do GAASP falaram uma coisa que imagino que aconteça mesmo. Quando seu filho é "colorido", nós pais, acabamos esquecendo que somos diferentes (talvez por realmente não sermos e termos a capacidade de entender isto mais rápido e fácil do que outros mortais) dos filhos. Mas alguns outros mortais não esquecem este fato e estão por aí para nos questionar, reparar, evidenciar o fato. Então me empenho na tarefa de imaginar essas situações. Como veriam meu filho ? O fato é que aqui nos EUA, onde estou no momento, acredito que não reparariam muito não, assim como em vários outros países onde já estive. Porque no exterior já existe e acho que é até mais comum a adoção, mas além disso, existe o fato de que essas outras culturas são de pessoas que naturalmente não tem costume de ficar prestando muita atenção nos demais. O fato é que, se já tivesse meu filho hoje, ele brincaria com minhas sobrinhas, eu passaria minhas férias em Brasília para que ele tivesse mais contato com elas e visualizasse uma versão masculina como referência também. Mas vejo que em algumas situações o fato de ser mãe solteira dificultaria. Mas nada muito grave, apenas o fato que em caso de "piti", eu provavelmente não poderia delegar a responsabilidade de punir e nem delegar o castigo de ficar em casa, sem prejudicar o meu passeio, e seria sempre e somente o meu passeio a ser prejudicado a partir do momento que essa criança surgisse na minha vida.