sábado, 25 de janeiro de 2025

Sinais

O que são sinais ?  Indicações ?  Pistas ?  Nunca acreditei neles, achava superstição.  Mas hoje cismei que haviam sinais em algumas coisas que aconteceram.
Recebi uma carta (pelo correio mesmo) hoje, linda , de uma menina com a qual me correspondi há algum tempo.  Linda mesmo, e muito afetuosa.  Sempre fico emocionada quando recebo carta dela.  Ao final da carta ela colou um adesivo de borboleta, dizendo que ama borboletas.
Há alguns dias ganhei uma caixinha de madeira linda, de uma pessoa especial, com o desenho de uma borboleta na tampa.  Imediatamente lembrei dessa caixa e pensei em enviar para minha amiguinha.
Então, mais tarde entro no facebook e eis que minha cunhada postou uma frase que no título tinha borboletas.  Bem, então fiquei chocada pensando nos sinais.  E para aumentar minhas suspeitas de um dia diferente, encontrei no metrô, isso mesmo, dentro do mesmo vagão, mesma porta, um colega de faculdade que não vejo há uns anos.  Super coincidência em SP e olha que ele trabalha no mesmo banco que eu.
Depois me liga uma amiga, que não tenho falado há uns meses, me convidando para uma festa.
Sinais ?  Hoje foram vários.  Bem, borboleta é sinal de sorte, então, olha ela batendo na minha porta.

Dia de Reunião

Chego na reunião em ponto, muito embora o trânsito tenha dificultado bastante. Chego no prédio imponente e belo. Passo no toalete para me certificar de que está tudo em seu devido lugar. Tomo coragem e entro na sala enorme, cheia de telões. Logo de cara me deparo com meu ex-diretor (significa quatro níveis acima do meu na hierarquia e três abaixo do presidente). São nove horas (horário marcado da reunião) e estão todos ou a maioria dos envolvidos do cliente (célula mais "top"do banco), ninguém de TI como eu, nenhuma mulher num primeiro momento, ainda são poucas de qualquer forma em cargos de gestão, denotando um ambiente formal e sério da reunião. Começa a reunião (mesmo faltando o pessoal de TI).

Tensão... Sempre me pergunto se deveria estar nessa reunião. Não sou gestora e tenho que responder como se fosse. Faço bem essa função, ninguém nunca reclamou, mas recentemente um colega foi promovido por ter sido elogiado nos comitês, representava um desafio para ele. E para mim ? Conclusão: não representa desafio. O que estou fazendo aqui então ? Bom, há várias formas de responder a essa pergunta. Mantendo meu emprego é uma. Fazendo network outra(gosto de pensar nessa versão, acreditar nisso faz bem). Embora esse network já venho fazendo há três anos. Preciso que ele me gere frutos para saber se valeu a pena.

O que me dá mais prazer verdadeiramente nessas reuniões é o fato de demonstrarem (pelo menos na minha cabeça) o quanto conheço dentro do banco, desde sistemas de front-end de mesa de operações, até os gerenciais. Gosto disso, essa visão geral do banco, mas acho que isso poderia ser melhor aproveitado e render mais frutos. Porém, o banco está numa fase em que não valoriza a maturidade, a experiência. Domage!!!!

Uma janela para o mundo

 

Já notaram os realities shows e como eles tem espectadores?  Já souberam das inúmeras cameras com transmissões ao vivo ao redor do mundo ?  Experimentaram assistí-las por algum tempo ?  Será esse nosso futuro ?  Ao invés de janelas reais para o mundo real, experimentaremos janelas virtuais onde vemos pessoas a acenarem sem saber ao certo para quem estão realmente acenando.

Existe um lado tenebroso nisto, mas também fascinante, a evolução da humanidade é assim.  Através dessas janelas podemos visitar lugares sem realmente ir até lá fisicamente.  Podemos vivenciar através das emoções das pessoas nessas cameras.  Podemos sorrir com elas, chorar também. 

Tenebroso é imaginar que não sabemos quem está por trás dessas cameras, loucos, psicopatas, sociopatas, seria isto possível ?  Mas o lado fascinante é que podemos ter pessoas que estão isoladas ou sozinhas e isto pode preencher seu tempo, enriquecer seu dia, alegrar e fazer esquecer suas tristezas ou amarguras.  Eu chamaria de janelas de transporte.  Transporte para um mundo que desconhecemos, mas que é bem real atrás dessas telas.

Eu acompanhei por cerca de um mês uma dessas cameras, a da Aldeia do Papai Noel (Santa Claus Village) na Laponia.  Nessa camera vemos as pessoas que vão visitar o Papai Noel durante todo o ano, não apenas no Natal.  Na sua grande maioria são pais acompanhados de seus filhos e sem dúvida as crianças são quem mais se divertem.  Com neve ou não, elas se divertem e fazem seus pais sorrirem também.  Já assisti inclusive pedidos de casamento através dessa camera, foi lindo.  Algumas trazem bandeiras de seus países e achei bastante interessante, pois do outro lado tentamos advinhar de onde vem aquelas pessoas, o que as levou a estar naquele local, naquele momento.  Algum dia também estaremos por lá ?

Enfim penso que essas são as janelas virtuais do futuro, viajaremos sem sair do lugar.  Ver o mundo através dos olhos dos outros.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Antes eu escrevia


Antes eu escrevia.  Não importava o lugar, mas eu escrevia...  Escrevia para me lembrar do que se passou, para transmitir o sentimento daquele momento...  Eu escrevia... Como meu pai costumava escrever, se fechava dentro dele mesmo e escrevia...
Hoje eu escrevo, talvez pelos mesmos motivos, talvez não, mas eu escrevo.  Escrevo para liberar os sentimentos, deixá-los livres, falar com as pessoas, contar os sentimentos...  Há momentos, há pequenos instantes em que a alma nos fala e devemos ouvir.  Ela diz, qual é o seu sentimento neste momento?  Que momento é este?  Começo, meio ou fim?  Não importa, devemos ouvir o que nossa alma diz.

Existe uma fase em nossa vida em que começamos a nos questionar, o que faremos com o resto de nossa vida?  De nosso tempo?  Não sei se todos se questionam, mas eu me faço essa pergunta desde os quarenta...    Minha vida faz ou fez sentido até agora?  O que tenho feito dela?  Tenho feito a diferença na vida de alguém?  Tem sido um caminho que vale a pena percorrer?  Nessa fase me ocorreu pensar, e por diversas vezes, o que minha mãe fazia com essa idade, o que ela pensava, o que sentia, como lidava com situações similares...  Gostaria de saber mais sobre ela, gostaria que ela tivesse ficado comigo por mais tempo...

Hoje eu escrevo, quer saber porquê?  Não sei...


domingo, 14 de maio de 2017

Encontrei o amor onde eu menos esperava


Nossa história começou numa época difícil para qualquer um, a adolescência.  Eu era uma menina alegre, divertida, mas para alguns muito séria.  Meus pais me achavam inteligente e com futuro promissor.  Muito era cobrada pelo fato de meus pais serem importantes, meu pai doutor, ex-vereador, membro da academia campinense de letras e minha mãe, filha de professor de português e dono de colégio, professora de inglês.  Para compensar minhas boas notas na escola pública, e garantir a entrada em uma boa faculdade, meus pais ficaram em fila de madrugada, para conseguir uma senha e me colocar para fazer o colegial numa escola particular boa da região.

Entrei então nesta nova etapa da minha vida, onde tudo era novo.  Com receio da nova escola, estudei muito e me saí bem no 1º semestre.  Porém, adolescência é uma aventura e no 2º semestre me apaixonei pela escola, pelos novos amigos, em especial por um deles.  Sem perceber me apaixonei perdidamente, como todo adolescente.  E fui ao extremo, sem ser correspondida.

Ele era uma pessoa especial, um artista, de mente cheia de criatividade e devaneios.  Éramos do grupo dos excluídos, ele por ser artista e ter um jeito, que cravado pelos demais, era afeminado, e, eu era a garota baixinha, magrinha, vinda da escola pública.

Passávamos muito tempo juntos.  Mesmo eu tendo me declarado para ele e ele não tendo correspondido, ainda assim continuamos amigos.  Claro que isso passou a nos criar uma série de problemas.

A vida continuou seguindo em frente e apesar de minha paixão arrebatadora ter feito minhas notas despencarem (conversávamos durante a aula), não fui reprovada, no entanto ele foi.  Fiquei triste, mas não deixei de amá-lo.  Porém, nesse ano houve uma mudança e a arte dele, seu jeito “afeminado” começou a atrair as pessoas, em especial as mulheres e ele virou uma pessoa “popular” no colégio.  Já não era mais só meu!

Minha paixão adolescente aí então cresceu e eu aprendi o que era ter ciúmes.  Virei quase que obsessiva.  E ele ainda assim continuava meu amigo, claro que às vezes era cruel, mas eu estava pedindo para que fosse.  Essa situação permaneceu nos próximos 3 anos, com direito a escândalos de todo tipo.

Cheguei a conseguir um “selinho” dele no meu aniversário.  Quase que exigi ou me humilhei para isso.  Meus pais e os dele ficaram preocupados com a situação.  Mas afinal, eu seguia em frente e não reprovei nenhum ano, finalmente terminando o colegial e entrando na faculdade.  Faculdade paga, não pública, mas uma boa faculdade.

Aí passei para uma nova fase da minha vida, mesmo resistindo a nossa amizade/minha paixão, algo começou a mudar.  Afinal, faculdade cura todos os males do coração.
Hoje, depois de 30 anos da história acima, somos mais amigos ainda que antes.  Cheguei a sugerir que tivéssemos um filho juntos, sei que seria um ótimo pai.  Mas a vida tem seus caprichos e nem tudo pode ser do jeito que queremos.  Mas ele sempre será minha alma gêmea.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Quatro Anos


Quatro anos se passaram desde o dia em que ouvi falar o seu nome.  Sempre te quis e te amei logo que vi.  Nunca poderia ter imaginado a mudança que causaria na minha vida.

Você era um bebê e confiaram a mim a sua vida.  E você cresceu e se desenvolveu.  Perdeu seu primeiro dentinho e foi um choque para mim, perceber que já não era um bebê.  E que parte do que você é hoje se deve a esses quatro anos em que vivemos juntas.

Meu anjo iluminado, veio para me mostrar que a vida é muito mais que nós mesmos.  Mostrar a alegria nas coisas simples.  Eu voltei a dançar na sala sem medo de ser feliz.  Brincar de esconde-esconde.  Lembrar de coisas que eu fazia na infância.

Você veio e nasceu uma mãe.  Eu já tinha me contentado e acostumado a ter uma posição inferior na vida, a não ser notada, a passar despercebida.  E você passou a me ver profundamente.  A enxergar minhas lágrimas brotando.  A me ver como pessoa, a me dar um valor que eu não acreditava mais ter.  Com você sou eu mesma, sou uma pessoa melhor.  Você faz eu querer ser cada vez melhor.  Te amo filha querida.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Era uma Vez... Juliana (3)

Abaixo mais um dos textos escritos por colegas durante o curso de "Cultivando Relações Interpessoais"

Era uma vez uma menina que adorava escrever, uma menina que aparentava ser frágil, meiga, doce, mas que na realidade era forte, batalhadora e durona.  Mas deixava tudo isso de lado quando colocava seus pensamentos escritos em um papel, lá ela criava, viajava e se divertia, mostrava realmente que ela era meiga e doce.  Seu mundo se transformava quando suas histórias, contos, poesias, eram apresentados, todos ficavam surpresos e ali ela demonstrava sua força, sua força de superar qualquer desafio, por pior que fosse.  Contudo reuniu grandes histórias que virou um grande livro, o livro da vida.