Finalmente após uma longa espera, após desviar o assunto, após tanta coisa, a Assistente Social do forum me chamou novamente. Na última vez em que eu havia ido até lá, foi para ver a sentença do juiz em relação ao meu pedido de reconsideração da sentença. Levei quase dois meses para criar coragem e ir até lá, deixei passar as festas de fim de ano, respeirei fundo e um belo dia fui até lá enfrentar a verdade. E então foi que fiquei sabendo que o juiz pediu para que eu esperasse mais cento e oitenta dias, isso mesmo, quase seis meses. Fiquei muito triste e nesse estado fui até o setor de psicologia procurar saber onde eu havia errado tanto que precisava esperar tanto, além da fila que já é demorada. Quase chorei frente à chefe do setor. Ela me deu orientação dizendo que eu poderia solicitar que esse prazo fosse diminuído. No final não solicitei, tinha férias para tirar e ia estar fora muito tempo.
Quando começou o mês de junho, já fiquei de sobreaviso. Pensei se realmente chamariam para avaliação sem eu ter que ir atrás. Mas sim, há uma semana me ligaram. Era a Assistente Social chamando para nova avaliação. Então fui até lá e respondi às mesmas questões tudo de novo. Mas lamentei com ela e questionei o porquê da recusa anterior. Ela me explicou situações genéricas em que isso acontece e claro que a psicóloga me incluiu numa dessas. De qualquer forma, houve exagero da parte da psicóloga, isso para mim ficou óbvio.
Mas aproveitando o blog, aí vai a dica, cuidado solteiras ou solteiros que se inscrevem para a adoção e que tem namorado. Se você demonstrar insegurança ou elas perceberem que o namorado mora com vocês, ou não apóia a adoção, há grandes chances de haver recusa, pelo menos na primeira tentativa. Na próxima tentativa a maioria dos namoros acabou ou então abrem o processo em conjunto. Bem, o meu acabou, também por conta dessa história, mas não foi feito um processo de avaliação correto na minha opinião, de qualquer forma.
Ela explicou que normalmente, quando há dúvida o namorado é chamado para entrevista. O meu nunca foi, embora eu tenha oferecido. Normalmente há problema quando o namorado claramente mora na casa e demonstra não ser favorável à adoção. O meu nunca morou comigo, tanto que quando foi embora não precisou de mais do que uma viagem até o carro com uma mochila de mão. Ela me viu como uma princesinha, que precisava de um príncipe na vida e não seria capaz de viver sem ele. Como um vaso que se quebra na primeira trinca.
domingo, 26 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Raiva
Raiva é um sentimento estranho. Às vezes pensamos que ela está distante, mas na verdade ela está apenas adormecida. Pensei que eu já tinha superado esse sentimento mesquinho em relação ao meu ex-marido, mas vira e mexe esse sentimento volta. Ou através de um sonho ou um comentário. Talvez através das coisas sórdidas que hoje vejo que ele me fez.
Raiva por todo o tempo perdido ao seu lado, por ter perdido minha juventude ao lado de uma pessoa que hoje enxergo como realmente é. Narcisista e dominadora, que se realiza através do exercício do poder sobre os outros. Demorei muito, mesmo após o divórcio, para enxergar quem ele realmente era.
Vejo hoje por outro ângulo a forma como ele trata as pessoas. Sempre com muita estupidez e ignorância. Mas ninguém fica de fora, mãe, irmã... "esposa". E sempre imaginei que ele era um lutador, um vencedor, o qual a vida castigou no início, mas tinha ambição e garra para superar. Só não percebi que era garra demais, para passar inclusive por cima das pessoas, que lhe estenderam a mão e o ajudaram na hora em que mais precisou. E comparando a garra dele com a de outros administradores com "pulso" podemos ver a diferença do tipo de ambição. A dele é do narcisista, que precisa das pessoas orbitando ao seu redor para se sentir seguro e no controle, é um poder desmedido. A do administrador verdadeiro é por profissão, só está presente do ambiente de trabalho, eles normalmente em casa são pessoas como outras quaisquer, que dividem tarefas, enfrentam problemas, cuidam dos filhos. Mas o narciso, como meu ex, em casa é autoritário e realiza seu poder desta forma também.
Há cerca de um ano atrás me vi às voltas com o narciso de novo, por uma infelicidade do destino. E numa das suas argumentações, ele virou para mim e disse, no seu tom autoritário de sempre "Dê", é isso mesmo, me chamou de forma autoritária, pelo nome da, na época, noiva dele. Isso só confirma o fato de que mesmo tendo casado de novo ele não perdeu seu lado autoritário, mesmo a nova esposa ele trata da mesma forma. Penso na minha ex-sogra, ex-cunhada, pessoas tão boas, tão oprimidas por seu poder, tão dependentes que não saberiam viver sem ele por perto para dizer o que elas devem ou não fazer.
Numa noite dessas, depois de ter conversado com algumas pessoas a respeito desse assunto eu tive um sonho. No meu sonho eu estava em um lugar com meus amigos e de repente ele chegava e começava a palpitar, como sempre dizendo que eu estava sempre fazendo as coisas do mesmo jeito (para ele do jeito errado). E em meu sonho eu dizia "Quem é você para saber o que eu venho fazendo nos últimos anos", quem era ele para dizer o que devo ou não dizer no meio dos meus amigos. Ele escolheu seu destino e eu hoje agradeço por isso, porque se tem uma coisa da qual eu não fui capaz é de me livrar dele antes.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Conselho
Qual a importância dos conselhos dos amigos. Devemos ou não dizer o que pensamos quando vemos que algo que eles estão fazendo está errado. Pensava nisso hoje durante o almoço e discuti o assunto com uma amiga. Na maior parte das vezes eu não gosto de dar palpite na vida dos outros e acho mesmo desnecessário. As pessoas podem ter visões diferentes a respeito de um assunto e não temos o direito de intervir. Ainda é mais problemático quando damos palpite sobre relacionamentos de nossos amigos. No caso dos amigos, se eles seguirem nossos conselhos, podem nos culpar depois pela escolha, se eles não seguirem, saberão o que pensamos e haverá constrangimentos. Mas e quando eles nos perguntam o que achamos ou quando o assunto não é relacionamento. Bem, eu pensei nisso e rapidamente respondi que devemos responder quando eles nos perguntam. Mas será que devemos mesmo, será que nos cabe julgar aos outros, enxergamos os mesmos angulos ou vamos levar o indivíduo a tomar uma decisão com base em nosso raciocínio.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Atitude
O que significa ter atitude. Tomar a frente, não esperar que os outros decidam por nós. É incrível, mas uma coisa tão simples, eu costumava fazer quando jovem, mas fui desaprendendo ao longo dos anos. Anos de um casamento que me deixou uma pessoa sem atitude, dependente. É certo que talvez a minha dependência possa não ter sido total, mas me anulou como pessoa.
Mas a verdade é que não podemos ficar "chorando pelo leite derramado" e temos que seguir em frente, porque o tempo não vai passar mais devagar para nos esperar. E eu definitivamente alcancei algumas coisas, ou melhor, resgatei, na viagem recente que fiz, uma delas com certeza foi reaprender a ter atitude, a tomar a frente. Não quero me esquecer nunca da sensação boa de ter tomado as rédeas de minha vida nessa viagem.
Uma sensação de liberdade, de alegria perante a vida. Força para encarar o futuro e coragem e atitude para tomar decisões. Por isso escrevi essas palavras, para nunca mais esquecer dessa sensação.
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