domingo, 29 de dezembro de 2013

Encerramento do Ano

   Inscrevemos nossa filha na apresentação de encerramento da escola.  Sem muitas expectativas em relação à coreografia ou até mesmo da realização/concretização da apresentação por conta da sua pouca idade.
   A roupa era com as cores da bandeira do Brasil, ficou uma graça nela, o top + saia curtinha e combinou muito com sua cor de pele.
    As cortinas se abriram e a primeira que apareceu era ela.  Me deu um arrepio, pensei, ela vai sair correndo ao ver o publico!!!!  Arregalou o olho, todos aplaudiam e ouve-se "ahhhhhh"  (suspiros de admiração).  Ela nem se abalou, olhou para a professora, aguardando um comando.  A música começou, parecia que tinha se passado um tempo enorme.  Mas então ela começou a executar a coreografia.  Claro, meio sem coordenação como uma criança da sua idade.  Mas estava bom, algumas crianças pararam, começaram a chorar, ela não...  Ficou preocupada com os amiguinhos (estava incomodada e sem entender porque eles choravam).
   A música era samba lelê e quando entrava na parte do samba, samba, samba...  as crianças deveriam sambar (ou rebolar), então ela toda desinibida deu a reboladinha mais linda do mundo e arrancou suspiros da plateia.  Eu, como mãe, não sabia se ria ou se chorava, fiz os dois.  Com aquela cara clássica de mãe orgulhosa...  "Essa é minha filha..."

domingo, 24 de novembro de 2013

Minha filha, meu amor, minha vida

As pessoas pensam, pensam, pensam muito às vezes antes de ter filhos.  Também fiz isso por muito tempo. e o tempo passou...  Hoje tenho uma filha, que amo mais que tudo nesta vida.  Ai me perguntam, quando ter filhos ?  E outro dia respondi, não importa quando, o que realmente importa é decidir tê-los ou não.
Sempre acreditei que me faltava algo para amadurecer, um sofrimento na vida que me forçasse a isso talvez.  Então perdi meu pai aos 18 anos, aí começou meu amadurecimento, mas eu ainda era muito protegida, então não foi suficiente.  Aos 38 anos (20 anos depois) me separei depois de 13 anos de um casamento em que coloquei muito de mim.  Então realmente pude sentir um amadurecimento, minha mãe foi diagnosticada com Alzheimer no mesmo ano.  Perdi quem me protegia e tive que amadurecer e cuidar de mim m esma sozinha.  Mas ainda sentia que faltava algo e era a experiência única de vida que são os filhos.
Hoje me sinto complete, entendo o que me faltava.  A responsabilidade é grande, é verdade, mas é um desafio que vale a pena.  Não tem preço se ver refletido em um ser único e belo como uma criança.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Cachorrinhos

Aí vai a historinha que contei para minha filha dormir...
"Haviam vários cachorrinhos que viviam num lugar muuuuiiiito frio... Cheio de neve.  Eles adoravam passear na neve puxando um trenó.  Se divertiam muito fazendo isso durante o inverno.  Brincavam, corriam até cansar e quando a noite chegava iam dormir em suas casinhas.  Quando o inverno acabava e não mais neve, eles ficavam o dia todo solto pelos campos brincando.  Então quando ficavam velhinhos iam morar nas casas de algumas pessoas, mas nunca deixavam de correr e brincar... Ah, como gostavam disso..."
Ela adorou e dava gritinhos quando eu intensificava a palavra...  Delicia...
 

terça-feira, 30 de julho de 2013

Dormir

Esta semana minha pequena está meio resfriada...  Como dizem todos, é o mal que acomete a maioria das crianças paulistanas nessa época do ano.  Minha menina tem a saúde boa, mas andou tossindo muito esses dias.
Como anda meio cansada por conta da escola, do resfriado e dos passeios que andamos fazendo, tem tido mais dificuldade para dormir.  Com isso tenho ficado mais com ela no quarto, cantando, embora ela realmente só durma quando digo boa noite e saio do quarto.
Com isso, achei a oportunidade certa para introduzir uma atividade que sempre sonhei realizar com meu filho, contar histórias.  Comecei contando a história da Cinderela.  Então, prestando atenção ao conteúdo da história fiquei chocada.  A Cinderela fica órfã e é maltratada pela madrasta e suas irmãs e ao final é salva por um príncipe.  Puxa, que historinha infeliz para contar para minha pequena....
Fiquei com isso na cabeça e então resolvi inventar histórias no dia seguinte.  Percebi que o grande truque de contar histórias para crianças pequenas como a minha, é a ênfase que damos a certas palavras e os gestos que fazemos.  Ela adorou a história inventada e eu curti muito inventar a história.  É um dos momentos que descobri serem deliciosos na vida de uma mãe.  Na próxima postagem escrevo a historinha que contei.

Posto de Saúde

Levei minha pequena para tomar vacina contra gripe.  E ela, como sempre, em todos lugares em que vamos, quer falar com todo mundo, cumprimentar todos.  Fico meio nervosa com essa história, é verdade.  Mas por outro lado é uma qualidade dela, que eu não tenho e preciso desenvolver.  Fico preocupada às vezes porque algumas pessoas não correspondem aos cumprimentos dela, não querem interagir com ela.  E temo por ela porque vai descobrir cedo que na vida nem sempre conseguimos tudo o que queremos.  Mas esse é o desafio de criar filhos, ensinar a lidar com a frustração.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Certidão de nascimento

Estou muito emocionada... Saiu a guarda definitiva da minha menina....
Foi mais rápido do que eu esperava.  Fiquei muito feliz, é lindo poder dar um nome a uma criança.  
Obrigada minha filha por existir e fazer parte da minha existência.  Que antes de você era quase insignificante.

domingo, 12 de maio de 2013

Dia das Mães

Hoje é meu primeiro dia das mães. Nem tem como descrever minha alegria... Obrigada meu Deus por isso.,.
E parabéns a todas as mães...

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Momento Família

Hoje de manhã acordei como de costume com a voz da minha filha e do meu noivo.  Ele a vestia para a escola.  Então eu levantei e me arrumei para leva-lá para a escola.  Quando cheguei até eles, vi uma cena linda, que jamais teria conseguido imaginar.  Os dois estavam brincando de boneca.... Achei a coisa mais maravilhosa desse mundo.  Parece bobagem para quem lê essa história assim curta...  mas o que as pessoas não sabem é que o relacionamento de nós três tem apenas quatro meses.  Há quatro meses atrás éramos três pessoas vivendo cada uma no seu canto, com seus problemas e suas necessidades individuais.  Hoje, em tão pouco tempo, formamos uma família com todo sentido possível que essa palavra possa significar.  Adoro acordar ouvindo a vozinha da minha filha chamando mamãe... e ver que formamos uma família de verdade.
Essas cenas me lembram de meu pai.  Ele também tinha em torno de 50 anos quando eu nasci, tal qual meu noivo.  Ambos também nasceram no mesmo dia.  E me lembro do meu pai brincando comigo e com minha irmã.  Tive um pai avô...  na época era diferente ter um pai assim, mas eu não percebia a diferença.  Mas ele sempre foi mais presente, se aposentou quando eu tinha 13 anos e estava sempre por perto quando eu ou minha irmã precisávamos.  Me lembro dele iluminando minhas "peças teatrais" com um abajur, enquanto eu e minha irmã fazíamos nossa "atuação" para minha mãe, tia e avó.  Ele me levou e buscou nas festas.  Era muito engraçado, colocava o despertador para me buscar às 2 horas da manhã...  mas sempre ia.  Mas não me lembro nunca de ter me proíbido de ir a uma festa sem ter um motivo muito bom para isso.  Enquanto que as minhas colegas o pai não permitia simplesmente porque não deixavam as filhas saírem nunca à noite, meu pai ia me levar e buscar nas festas.  Tenho saudades dele...  ele se foi quando eu tinha 18 anos... 

domingo, 7 de abril de 2013

Licença maternidade por adoção

Sexta-feira recebi uma carta dizendo que minha solicitação de reavaliação do beneficio foi deferida. Então minha licenca foi prorrogada de 18/01 até 17/03... Detalhe: sexta foi dia 05/04, acho que não preciso dizer mais nada a respeito de falhas de sistema, né?

quarta-feira, 27 de março de 2013

Diferenças ou Igualdades ?

Hoje me peguei dizendo assim: minha filha faz isso porque eu faço assim.  Eu me referia à minha mania de "dar corda" para qualquer raça de cachorro mais amigável que encontro na rua.  Agrado todos que percebo serem simpáticos e amáveis, e claro, com consentimento dos donos.  E ela me imita e é assim com tudo que eu faço.  Passo o dia andando pela casa com ela no meu encalço.  Repete tudo o que eu faço ou falo.  Até aquilo que não gostaria que ela repetisse, as broncas.  A chamo de "meu grudinho".
E então parei para pensar que essa criança que me imita nos gestos, me chama de mamãe e depende de mim, não nasceu de mim.  É impressionante como esse aspecto se torna irrelevante com o passar do tempo.  Para mim, ela sempre foi minha filha, mesmo que não se pareça fisicamente comigo, se parece nos gestos simples e cotidianos.  Nosso destino já foi traçado, pertencemos uma a outra...

PS:  Só como curiosidade, ela tem o mesmo tipo sanguíneo que eu.  Coisa que não tenho em comum com minha irmã por exemplo.  No sangue somos muito mais parecidas do que eu sou com minha própria irmã.

O dia chega....

Tem uma frase que me vem a cabeça para dizer às pessoas que estão na fila da adoção...

"Podem acreditar...  se não desistirem no meio do caminho e perseverarem...  um dia sua criança tão esperada chega..." 

Nunca deixem que digam que vocês não podem...  todos podem, só que às vezes alguns ajustes se tornam necessários.  São apenas provações para verificar se realmente queremos.

A minha vez chegou e eu achava que nunca chegaria.  E vejo a vez de outras pessoas chegar também.

Frequentem grupos de apoio, eles são um ótimo caminho e pela experiência dos outros, podemos ser mais realistas.

domingo, 24 de março de 2013

Licença maternidade por adoção

Fiquei muito tempo sem escrever...  Muitas mudanças...
Ao final de fevereiro, quando aproveitava um pouquinho a minha licença e as férias do meu namorado, tive uma desagradável surpresa...  Deixei de receber salário...  Simples assim...
Estou atrás disso já faz um mês e, somente nos últimos dias fiquei sabendo que o que ocorreu foi uma "falha de sistema"...  O próprio governo alterou a lei e passou a licença maternidade para 120 dias independente da idade da criança.  Esse mesmo governo só se "esqueceu" de mandar alterar o sistema...  Como resultado o INSS deixou de pagar a todas as mulheres que adotaram crianças maiores de um ano, após 60 dias de benefício. 
Em meio a tantas mudanças na vida, o que menos esperamos é esse desamparo e discriminação.  Até agora não recebi dois meses de salário e tenho vivido a custa de empréstimos.
Sabiam que o governo, representado aqui pelo INSS, discrimina a licença por adoção?  Nas licenças consideradas "normais" são as empresas que arcam com o pagamento, o que no meu caso certamente teria evitado o problema.  Como um governo que quer favorecer a adoção tardia comete um erro desses?  Quantas mães como eu estão sem suas rendas, desamparadas pelo próprio governo que lhes entregou as crianças?

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Diário Acordar

Antes de parir:


O despertador toca 6:30 com o rádio soando as notícias do dia em alto e bom som... Fico na cama, pensando que posso dormir mais um pouco e chegar um pouco mais tarde ou me arrumar mais rápido (o que nunca ocorre)... Meu cachorro sobe na cama, parece que ele acha que a senha para subir na cama é o despertador... Fico enrolando até 7:15, quando levanto atrasada e vou para o banheiro... troco de roupa (a essa altura meu cachorro já entendeu que é a vez dele e começa a latir)... levo o cachorro para passear e na volta deixo na casa da minha mãe (é a creche dele...)... Volto para casa e termino de me arrumar, isso às vezes envolve trocar toda a roupa porque não achei que estava bom... Faço maquiagem e tomo um café em 5 minutos, ou quase... Saio de casa apressada e me dirijo para o banco (levo aproximadamente 15 minutos). A essa altura já estou atrasada, ou seja, não vou chegar às 9... Tudo bem que tenho um horário flexível, porém, quanto mais tarde chego pior é para mim mesma, pois tenho que ficar até mais tarde... (o que não é muito difícil, mas... é bom evitar).

Depois de parir:

Minha filha começa a resmungar por volta das 6:20... é a senha para a mamadeira matinal... Levanto, meio dormindo, e vou preparar a mamadeira... (de soja porque ela é alérgica a leite de vaca)... Meu cachorro me segue tentando entender o que estou fazendo... Dou a mamadeira no berço mesmo, embora o pediatra e outras pessoas já tenham me dito que isto pode causar otite... Ela, e eu, gostamos de dar um cochilo depois da mamadeira... então porque retirá-la do berço ? Volto para a cama, meu cachorro sobe para dormir comigo... Às vezes ela cochila até umas 9:30 (maravilha!!!), mas em geral vai até 8:00... Aí escuto "má"(numa tentativa de dizer mãe) bem alto, que ela tem voz forte... Então não tem jeito tenho que levantar... Levanto e vou direto retirá-la do berço e trocar a fralda, que com alguma sorte não vazou (quase sempre vaza, nunca sei porquê, posso estar colocando errado, ela dorme demais, dou líquido demais para ela antes de dormir... e assim por diante)... Ela me sorri, um riso de quem está satisfeita por mais um dia... e louca para brincar... Acorda sempre de bom humor... até demais... rs No começo eu dava banho logo que ela levantava e à noite, mas ultimamente tenho dado só à noite... ainda não me decidi sobre como é melhor... Ela tem muitas alergias de pele e sofre com o calor... Então tento me arrumar, tento escovar os dentes, tento lavar o rosto, tento trocar de roupa... sempre com uma pequenina atrás, tropeçando nela, dizendo o tempo todo "não mexe", "cuidado", "não faz isso", "sai daí", "não coloca a mão no vaso", "não senta na cama do Xodó", "não senta em cima do Xodó", "não pega o osso dele"... Então, levando muito mais tempo do que eu levaria no meu tempo "regulamentar", consigo estar vestida e penso, agora vou tomar café da manhã... esqueci de um detalhe, mas sou logo lembrada... o cachorro... começa a latir para eu lembrar que ele ainda está por ali... Não tem jeito, para ganhar um pouco de sossego, levo para minha mãe, lá ele tem comida e biscoito e fica feliz da vida... Volto para casa, então posso enfim tomar o café da manhã sossegada, não, sossegada não, tenho companhia, e como ela come... já esquento um pãozinho para ela, preparo um suco(de soja, industrializado mesmo) e uma fruta (ela ama banana, mas aceita quase todas frutas)... Ela come tudo... coloco no cadeirão para podermos fazer a refeição juntas... Ufa.. acho que consegui !!! São 10 horas. Uhmmmm... tem um cheiro estranho... puxa, mas nem terminei meu café !!!!!



Glossário:

Preparar a mamadeira: colocar 210 ml de água (fria e não gelada, em casa só tem água filtrada gelada, tenho que lembrar de tirar na noite anterior...) filtrada na mamadeira e acrescentar 7 medidas de leite, chacoalhar (optei pelo modo prático, embora às vezes forme bolotas, minha filha me perdoa esse ato e não reclama)

Mudanças

Mudanças...  mudanças...  muitas mudanças...
Essa é a única palavra que consigo pensar no momento.  Várias pessoas me perguntam se o trabalho que minha filha está dando é o que eu esperava, se é maior ou menor...  Difícil explicar...  Foram tantos anos de espera (3 anos ao todo), que nem sei dizer o que mais foi complicado nesse processo...
Faz 50 dias que minha filha passou a viver comigo...  passou rápido... foi difícil, o que foi mais difícil ?  Difícil de dizer...  Ela é uma menina linda e na minha opinião muito boazinha (pode ser corujisse).  Acredito que já tenha passado aquela fase que tanto me falaram de testar a mãe adotiva...  Ela é muito pequena para que essa fase dure muito, acredito eu...  Então o que dizer da concretização do meu sonho ?
Bem, posso descrever minha rotina, dizer como estou hoje, as dificuldades, as aventuras e as realizações...  sim, claro...  Meu dia tem sido uma aventura atrás da outra...  Sinto falta de escrever mais, de trabalhar mais...  parece incrível ?  Mas é verdade...  O meu contexto do momento em que virei mãe (passei de grávida a mãe) foi meio repentino e um marco muito grande na minha vida.  Eu estava num momento muito produtivo profissionalmente, pessoalmente tinha acabado de conhecer uma pessoa e não esperava que a gravidez fosse terminar naquele momento.  Mas nunca pensei duas vezes para aceitar minha filha, do fundo do meu coração tinha uma voz que me dizia que ela era a minha filha tão esperada.  Então percebi que, na verdade era o momento perfeito da minha vida para que ela surgisse e passasse a fazer parte.  Ou como dizem algumas pessoas, as coisas vem na hora e momento certos.
De repente, parece que tudo se encaixou perfeitamente e demonstrou ser da forma que deveria ser, afinal, nem sempre quando engravidamos e a criança nasce é exatamente na hora em que desejamos, certo ?