Hoje de manhã acordei como de costume com a voz da minha filha e do meu noivo. Ele a vestia para a escola. Então eu levantei e me arrumei para leva-lá para a escola. Quando cheguei até eles, vi uma cena linda, que jamais teria conseguido imaginar. Os dois estavam brincando de boneca.... Achei a coisa mais maravilhosa desse mundo. Parece bobagem para quem lê essa história assim curta... mas o que as pessoas não sabem é que o relacionamento de nós três tem apenas quatro meses. Há quatro meses atrás éramos três pessoas vivendo cada uma no seu canto, com seus problemas e suas necessidades individuais. Hoje, em tão pouco tempo, formamos uma família com todo sentido possível que essa palavra possa significar. Adoro acordar ouvindo a vozinha da minha filha chamando mamãe... e ver que formamos uma família de verdade.
Essas cenas me lembram de meu pai. Ele também tinha em torno de 50 anos quando eu nasci, tal qual meu noivo. Ambos também nasceram no mesmo dia. E me lembro do meu pai brincando comigo e com minha irmã. Tive um pai avô... na época era diferente ter um pai assim, mas eu não percebia a diferença. Mas ele sempre foi mais presente, se aposentou quando eu tinha 13 anos e estava sempre por perto quando eu ou minha irmã precisávamos. Me lembro dele iluminando minhas "peças teatrais" com um abajur, enquanto eu e minha irmã fazíamos nossa "atuação" para minha mãe, tia e avó. Ele me levou e buscou nas festas. Era muito engraçado, colocava o despertador para me buscar às 2 horas da manhã... mas sempre ia. Mas não me lembro nunca de ter me proíbido de ir a uma festa sem ter um motivo muito bom para isso. Enquanto que as minhas colegas o pai não permitia simplesmente porque não deixavam as filhas saírem nunca à noite, meu pai ia me levar e buscar nas festas. Tenho saudades dele... ele se foi quando eu tinha 18 anos...
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