domingo, 18 de setembro de 2011

Mãe

Enfim, esta semana, dando continuidade a reavaliação da minha habilitação para a adoção, que solicitei, e pela qual já passei pela assistente social há uns dois meses, fui fazer a segunda entrevista com a psicóloga.  E por uma conjunção de fatores, eu tive um pressentimento que seria a última entrevista dessa reavaliação.  Cheguei, como sempre, no horário.  Logo quando me chamaram veio a psicóloga e mais uma senhora, que eu já conhecia e sabia ser a chefe do setor.  Poderia ser ruim, ou eu poderia achar isso, vê-la ali naquele instante, mas não, mais uma vez tive um bom pressentimento.  Então ela me explicou que acompanharia a entrevista naquele dia.  Eu falei OK e expliquei que já tinha falado com ele, num dos meus "desesperos" por entender porque eu havia sido recusada.  Lógico que pegou bem para mim, ter lutado pela minha criança, que era exatamente o que eu vinha fazendo desde então.
A entrevista fluiu muito bem e assegurei a elas que, caso encontre um novo "parceiro", ele terá que aceitar essa minha condição, do contrário não conseguirá ficar a meu lado.  E que a prioridade na minha vida no momento é somente essa criança, que hoje meu mundo gira ao redor dela.
Com um momento meu bastante inspirado e uma entrevista tendo fluido muito bem, como resultado fui informada por elas que me recomendariam à juíza.  Inclusive ajudei na argumentação delas para justificar o motivo pelo qual agora eu estava pronta para assumir meu papel de mãe.
Saí do forum radiante, como uma mulher, que desejou muito, se sente quando descobre que vai ser mãe.  Lágrimas rolavam dos meus olhos, lágrimas de alegria pura, e um sorriso estampava meus lábios.  Eu agora seria mãe...

Uma pequena aranha

Hoje eu vinha tranquila, com tempo sobrando para um compromisso de trabalho num prédio que não era o meu, digamos, local de trabalho habitual.  Estava indo a uma reunião num cliente exigente e cheio de formalidades.  Só para "sentir" a diferença, apesar de sermos a mesma empresa, ou seja, um mesmo banco, eles não enxergam dessa forma.  Enquanto nós tomamos café pago numa "vending machine", eles têm copeira servindo café em xícaras de porcelana.  Nós buscamos água em copo descartável no "bebedouro", também a copeira traz para eles em copos de vidro.  No banheiro há toalhas de pano, enquanto para nós somente de papel.
Eu estava tranquila, elegante para ir até lá, claro, como exige a situação.  Eis que, bem quando chego na recepção, alguma coisa parece fazer cócegas no meio dos meus seios.  Dei uma "soprada" através do meu decote para ver se parava.  Continuava fazendo cócegas, e eu perdendo a elegância, desconfiando do que ocasionava as cócegas.  Eis que, de repente, subindo por entre meus seios, surge uma pequena aranha...  Que aflição !!!!  Eu quase tendo um ataque e tendo que me controlar.  Claro que foi nesse mesmo instante que a recepcionista resolveu me atender.  A única coisa que eu consegui dizer foi "tem algum banheiro por aqui ?  Porque tem um bichinho na minha roupa e está me dando aflição."  E ela, tentando evitar o riso, disse que não.
Então, segurando minha aflição, solicitei autorização para entrar no prédio, como de praxe, sem saber se a "inquilina" ainda permanecia no meu vestinho.  Passei a catraca, chamei o elevador, peguei o elevador.  Para piorar, logo de cara, encontrei com um dos meus clientes, um dos mais exigentes.  Tive que manter uma breve e calma conversa com ele.  Só então consegui chegar no andar onde seria a reunião e onde eu tinha certeza tinha um banheiro.  Entrei rapidamente no banheiro e tirei TODA a roupa...  literalmente...  para me certificar que a inquilina havia saido.  Acho que ela se tocou da situação porque naquela altura ela devia estar longe...

domingo, 4 de setembro de 2011

A todos os meus amigos

“Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure sempre...” (Vinícius de Moraes)