domingo, 22 de janeiro de 2012

AFPESP por gerações

Texto escrito por mim para a Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo e foto da fachada antiga da Colónia de Férias do Guarujá, na praia das Astúrias (na década de 70). Texto a ser publicado no Jornal do Servidor (da AFPESP).
"Frequentei as colônias da AFPESP durante toda a minha infância e adolescência, entre as décadas de setenta e oitenta. Minha mãe ainda é associada, mas hoje em dia é doente e não tem mais condições. E meu pai, que também era associado, faleceu há mais ou menos 25 anos. Mas, tanto quando meu pai era vivo, quanto depois, minha mãe frequentava as colônias de férias. Fomos para Amparo, Poços de Caldas, Guarujá e Campos do Jordão inúmeras vezes. Em especial na do Guarujá e de Campos, que frequentamos mais, tenho lembranças muito boas. Elas fizeram parte de uma fase muito importante da minha vida. A do Guarujá frequentamos até meus sete anos como hóspedes. Depois, minha avó comprou um apartamento lá perto, para que, embora não precisássemos mais ficar hospedados na colônia, pudéssemos sempre fazer as refeições lá. Então continuamos a frequentar como convidados. Me lembro sempre do horário do almoço que era rígido e eu, como qualquer criança, detestava ter que sair da praia para ir almoçar. Mas lembro que as refeições eram sempre boas, conhecíamos outras crianças, brincávamos. E como naquela época as televisões não pegavam muito bem, íamos na colônia à noite também para assistir novela. Passávamos o verão inteiro no Guarujá, almoçando todos os dias na colônia. A de Campos do Jordão me lembro que frequentamos por vários anos seguidos, até no ano em que meu pai faleceu tínhamos ido para lá. Sempre achei aquela colônia a mais bonita de todas, e devia ser mesmo porque era a mais disputada. Não sei desde quando passamos a ir, sempre na primeira semana de fevereiro, todos anos. Era um evento para nós, adorávamos viajar com meu pai e essa viagem era especial para ele. Em outras viagens, nem sempre ele ia, mas para Campos sempre. Tínhamos um carro enorme, um Landau preto e saíamos bem cedo de Campinas, onde morávamos, para chegar logo em Campos e aproveitar bem a semana. E ia sempre um mesmo grupinho de pessoas nessa semana. Eram pessoas que tinham o dom de divertir. Sempre tinha um show de talentos ao final da temporada e meu pai se apresentava contando piadas, mas especialmente fazendo repentes, ele sempre teve o dom da palavra e adorava o improviso. Tinha um parceiro muito bom, mas não consigo lembrar o nome, o sobrenome acho que era Leão. Lembro de algumas outras pessoas também, que contavam piada, tocavam violão, piano. Tinha campeonato de "buraco", bocha (meus pais ganharam uma vez), e excursões, que lotavam rapidamente. Fiz muitas amizades por lá. Me apaixonei também... rs Enfim, vivi momentos muito importantes por lá. Ainda hoje quando passo em frente dela, me lembro daquela época e me emociono. Meu pai foi engenheiro agrônomo e era servidor público (pesquisador) do Instituto Biológico, de onde se aposentou cinco anos antes de falecer. Minha mãe é professora aposentada do estado e hoje tem oitenta e dois anos. Eu infelizmente não segui a carreira pública, digo isso me lamentando por não poder continuar participando da Associação, que tanto foi importante na minha vida. Mas feliz por vocês continuarem existindo e fazendo parte, alegrando a vida de tantos associados."

Capa de Jornal Publicitário em Porto Seguro

Estou postando uma doce lembrança de minhas escritas por aí. É um texto que escrevi para um jornal publicitário em Porto Seguro em 1997. O texto é antigo, mas a previsão de que um dia os computadores alcançariam a TV é totalmente atual.
Acho que ficou meio ilegível, mas qualquer hora eu transcrevo.

Conclusão desmatamento

Fiz uma reclamação formal em relação ao assunto, junto ao Ibama, que repassou para a secretaria do meio ambiente. Foi verificado que realmente eles tinham autorização de cortar 5 árvores e foi conferido que foi isso o que fizeram (foi feita uma vistoria, por conta da minha reclamação). Ficaram de replantar árvores no lugar dessas (vou ficar de olho...). Porém, um fato me deixou curiosa, no e-mail da engenheira ela afirma que a área em questão "não é considerada de vegetação significativa". Aí fico pensando, significativa ???? Para mim qualquer árvore é significativa, ainda mais numa cidade como São Paulo...

sábado, 14 de janeiro de 2012

Denúncia - desmatamento em SP

Desmatamento de área em SP, Santa Casa - CAISM - Vila Mariana Além de atender a pouquíssimas pessoas (no mesmo sábado em que desmatavam eu vi pelo menos 3 drogados nas ruas dos arredores, um deles fumando crack), agora a Santa Casa derruba árvores. Já vi até queimarem lixo (hospitalar ?) por lá... Santa Casa não é a favor do bem estar de ninguém, imagina como pode cuidar de doentes ????

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Árvore de natal do Magic Kingdom

Sonho de Natal... ou de Ano Novo...

Let memories begin

Olha só que sonho o Castelo da Cinderela... Sonho de qualquer menina, ou nem tão menina assim...

Eu vejo você meu filho

Viajando assim com minhas sobrinhas fica mais simples imaginar como seria eu com uma criança. Por mais absurdo que possa parecer e embora eu, como qualquer outra pessoa sem filhos, não tenha paciência, ou mais ainda, não saiba lidar com crianças, eu consigo me ver com uma. Viajando sim, cuidando dela, educando, enfim criando um filho. Fiquei fazendo aquilo que todos pais fazem quando "engravidam", ou seja, imaginando aquela criança ali comigo. Onde eu a levaria, o que ela acharia daquilo, se gostaria, se daria "piti" (esta palavra é a que minha irmã utiliza para designar aquela situação em que a criança "surta", às vezes com motivo, outras sem nenhum). E vou mais além, pois como quem está na chuva é para se molhar, como eu não restringi cor, imagino meu filho "colorido"(achei mais bonito chamar assim do que dizer "de cor"). Que tipo de situações ou preconceitos enfrentaríamos, talvez olhares estranhos. Na última palestra do GAASP falaram uma coisa que imagino que aconteça mesmo. Quando seu filho é "colorido", nós pais, acabamos esquecendo que somos diferentes (talvez por realmente não sermos e termos a capacidade de entender isto mais rápido e fácil do que outros mortais) dos filhos. Mas alguns outros mortais não esquecem este fato e estão por aí para nos questionar, reparar, evidenciar o fato. Então me empenho na tarefa de imaginar essas situações. Como veriam meu filho ? O fato é que aqui nos EUA, onde estou no momento, acredito que não reparariam muito não, assim como em vários outros países onde já estive. Porque no exterior já existe e acho que é até mais comum a adoção, mas além disso, existe o fato de que essas outras culturas são de pessoas que naturalmente não tem costume de ficar prestando muita atenção nos demais. O fato é que, se já tivesse meu filho hoje, ele brincaria com minhas sobrinhas, eu passaria minhas férias em Brasília para que ele tivesse mais contato com elas e visualizasse uma versão masculina como referência também. Mas vejo que em algumas situações o fato de ser mãe solteira dificultaria. Mas nada muito grave, apenas o fato que em caso de "piti", eu provavelmente não poderia delegar a responsabilidade de punir e nem delegar o castigo de ficar em casa, sem prejudicar o meu passeio, e seria sempre e somente o meu passeio a ser prejudicado a partir do momento que essa criança surgisse na minha vida.