Antes eu
escrevia. Não importava o lugar, mas eu escrevia... Escrevia para
me lembrar do que se passou, para transmitir o sentimento daquele
momento... Eu escrevia... Como meu pai costumava escrever, se fechava
dentro dele mesmo e escrevia...
Hoje eu escrevo,
talvez pelos mesmos motivos, talvez não, mas eu escrevo. Escrevo para
liberar os sentimentos, deixá-los livres, falar com as pessoas, contar os
sentimentos... Há momentos, há pequenos instantes em que a alma nos fala
e devemos ouvir. Ela diz, qual é o seu sentimento neste momento?
Que momento é este? Começo, meio ou fim? Não importa, devemos ouvir
o que nossa alma diz.
Existe uma fase
em nossa vida em que começamos a nos questionar, o que faremos com o resto de
nossa vida? De nosso tempo? Não sei se todos se questionam, mas eu
me faço essa pergunta desde os quarenta... Minha vida faz ou
fez sentido até agora? O que tenho feito dela? Tenho feito a
diferença na vida de alguém? Tem sido um caminho que vale a pena
percorrer? Nessa fase me ocorreu pensar, e por diversas vezes, o que
minha mãe fazia com essa idade, o que ela pensava, o que sentia, como lidava
com situações similares... Gostaria de saber mais sobre ela, gostaria que
ela tivesse ficado comigo por mais tempo...
Hoje eu escrevo,
quer saber porquê? Não sei...

Nenhum comentário:
Postar um comentário