Ontem, ao entardecer, olhando o por do sol enquanto aguardava um taxi para voltar para o prédio onde trabalho, vendo os carros passarem, lembrei dele. Lembrei de todos os por do sol que passamos juntos, passeando ou não. Despreocupados com a vida e onde ela ia nos levar, simplesmente curtindo. Nessas horas é quando vem a dúvida, fiz certo em terminar com ele ?
Afinal éramos felizes juntos, disso tenho certeza. Bater um bom papo, dividir opiniões, discordar, concordar, ter um pensamento comum no mesmo momento, simplesmente adivinhar o que o outro estaria pensando. Tanta coisa em comum não foi suficiente para nos manter juntos, porque ?
Tem fases na vida em que a nossa percepção do que realmente é importante muda um pouco, por um motivo ou outro. Proximidade da velhice, pensamos: “Minha vida se resumirá a isso ?” Sentimos que temos que ter um sentido maior nela, que o que tivemos até então não nos é suficiente. Temos que escolher, na verdade arriscar, por um objetivo maior, que para nós significa a felicidade. Nessa escolha, influencia muito nossas experiências com certeza, se já arriscamos prá um lado e deu ou não certo. Se é uma experiência de vida pela qual não abrimos mão. Tudo isso influencia.
Outro dia uma amiga minha disse que, o que temos de mais valioso nesta vida é o tempo e que não vale a pena ficar desperdiçando-o com coisas que não vão nos levar a lugar algum. É verdade, quando sabemos onde queremos chegar, isso é mais simples de visualizar e fica mais fácil tomar decisões.
É, mas é difícil mesmo assim, largar a felicidade de um por do sol sem nenhuma pretensão, por um objetivo maior na vida, que não sabemos nem quando, nem se vamos atingir. A única coisa que conseguia pensar vendo aquele por do sol era na falta que ele estava me fazendo, na tristeza em tê-lo magoado e o quanto eu queria vê-lo chegando.
Ele quem Ju?
ResponderExcluirEle, a base da minha argumentação para reavaliação da sentença.
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